Saúde
Aminoácidos – Benefícios na musculação
0Os aminoácidos são as unidades responsáveis pela formação das proteínas, componentes indispensáveis para o bom funcionamento do nosso organismo.
Ao todo são 22 aminoácidos, que se combinam e dão origem a milhares de proteínas totalmente diferentes entre si e responsáveis por inúmeras funções metabólicas, são eles: alanina, arginina, asparagina, ácido aspártico, cisteína, ácido glutâmico, glicina, histidina, isoleucina, leucina, lisina, metionina, fenilalanina, prolina, serina, treonina, triptofano, tirosina e valina.
Alguns deles são considerados essenciais, não podem ser sintetizados pelo corpo e por isso devemos suprir a necessidade através da alimentação.
Em todas as atividades que realizamos estamos gastando proteínas e outros nutrientes, ao mesmo tempo em que o organismo deve está preparado para repor com as suas reservas, sustentadas através da alimentação.
Especialmente em atividades com elevado gasto energético como a musculação, o corpo deve estar bem nutrido e com os níveis de aminoácidos e proteínas normais, para que os resultados esperados sejam alcançados mais rapidamente.
Em relação a esta atividade, pesquisas mostram que o uso adequado e correto de suplementação pode ser bastante proveitoso, uma vez que melhorará o condicionamento físico fazendo com que a pessoa que a pratica resista mais e por maior tempo.
Nestes casos, o melhor momento para consumir os aminoácidos é logo após a musculação, pois os músculos estarão mais receptivos aos nutrientes e o fluxo sanguíneo da musculatura exercitada ainda estará alto.
Para otimizar os efeitos da suplementação, ganhar massa e acelerar o fortalecimento muscular, após o treino, é indicado a ingestão de uma alimentação composta de proteínas, carboidratos simples e outros complementos.
O ideal é que programas bem elaborados de suplementação com aminoácidos, associado a treinos de musculação diários sejam traçados por profissionais capacitados, a fim de evitar os efeitos negativos da pratica inadequada e excessiva de exercícios com o organismo despreparado. Por isso, procure um nutricionista e um educador físico para que os mesmos possam direcionar da melhor forma as suas atividades.
QUAL A DIFERENÇA ENTRE EMAGRECER E PERDER PESO?
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Diante do conhecimento popular é comum conceituar o emagrecimento como ato de perder peso. A princípio, podemos pensar que sim, ou seja, emagrecer significa perder peso. Mas vamos pensar em cada um desses conceitos separadamente. A obesidade significa um acúmulo excessivo de energia na forma tecido adiposo (gordura) no organismo, por isso podemos dizer que, estar “gordo” significa ter excesso de “gordura” no organismo.
O fato de estar com excesso de peso pode ter sido causado por vários processos, o mais natural e comum o acúmulo de gordura no organismo, porém os exercícios que geram desenvolvimento muscular (hipertrofia) também aumentam o peso pelo volume muscular, sem que haja acúmulo de gordura no organismo, ou seja, “estar pesado” não necessariamente é “ser gordo”.
Cientificamente o emagrecimento saudável seria a perda da massa gorda (gordura) com a preservação da massa magra (musculatura) e nada melhor que a combinação entre dieta e exercícios físicos para trazer este resultado.
Numa informação complementar, tanto com a dieta (hipocalórica), quanto com o exercício predominantemente aeróbico podemos reduzir a gordura corporal, mas ambos apresentam segundo WILLIAMS (1995), vantagens e desvantagens. As vantagens de uma técnica ajudam a contrabalançar as desvantagens da outra. A utilização de uma dieta hipocalórica contribui para uma diminuição de peso mais rápido, mas pode também induzir á uma perda de muscular (massa magra corporal) e diminuição do metabolismo do indivíduo.
Estudos mostram que os exercícios físicos normalmente resultam na diminuição do peso; mas por outro lado favorecem o aumento de massa magra e previnem a diminuição do metabolismo basal. Dois estudiosos do assunto Garfinkel e Ciseina descobriram os seguintes dados:
PERDA DE PESO SOMENTE PELA DIETA
GORDURA PROTEÍNA
75% 25%
PERDA DE PESO SOMENTE PELA DIETA COMBINADO COMBINADO EXERCÍCIOS FÍSICOS
GORDURA PROTEÍNA
95% 5%
Uma vez que o excesso de gordura corporal foi perdido, foi observado em pesquisas que os exercícios contínuos parecem ser importantes para manter o controle do peso corporal estável e saudável (WILLIAMS, 1995).
Outra publicação, de acordo com WILLIAMS (1995), seria que a chave para perda de peso também pode ser o Déficit Calórico. O indivíduo, em síntese, deve ingerir, basicamente, a quantidade de alimento necessária para suprir a energia gasta diariamente.
A energia não aproveitada pelo organismo é estocada em forma de gordura, gerando a obesidade. A fim de conseguirmos um equilíbrio entre o ganho e a perda de energia, podemos lançar mão do método da CONTAGEM DE CALORIAS feito no trabalho combinado entre um Profissional em Nutrição (ingestão de alimentos) e pelo profissional da Educação Física (Prescrição de exercício). Quanto maior for o déficit calórico, mais rápido se consegue a perda de calorias, porém programas de perda de peso rápido não são recomendados.
Postado por Profº Amarildo César
http://professoramarildocesar.blogspot.com
A mastigação que emagrece
0Com o prato feito, não há mais o que fazer pela sua cintura, certo? Errado. A própria forma como o alimento é processado pela boca faz toda a diferença na balança.
Estômago, intestino, pâncreas, fígado…
Esses e outros órgãos participam da digestão de qualquer comida — e realizam seu trabalho com autonomia total. Mesmo assim, não dá para dizer que o sistema digestivo é independente do começo ao fim. Isso por causa do abrir e fechar da boca, responsável pela quebra de certos nutrientes em partículas
menores e, logo, mais fáceis de ser trabalhadas. Acontece que, seja pela enorme quantidade de tarefas do dia a dia, seja pelo costume, até as mordidas estão sendo automatizadas para abreviar o tempo à mesa.
E essa pressa, por sua vez, vem se mostrando mais nefasta do que se imaginava, inclusive para quem pretende manter o corpo em forma. Em um estudo da Universidade Oxford Brookes, na Inglaterra, voluntários que mascaram cada porção por 35 vezes simplesmente comiam menos quando comparados aos glutões que só repetiam o movimento dez vezes. “A própria contração muscular serve de estímulo à liberação de substâncias responsáveis pela sensação de saciedade”, explica o nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia, em Catanduva, no interior paulista. Em outras palavras, mastigar o que você ingere por poucas vezes implica voracidade intensa e prolongada, o que
costuma terminar em comida demais no estômago. Aí, a barriga cresce.
Mais do que a quantidade de dentadas, a maneira como elas são distribuídas pode aplacar ou fomentar o apetite. Um experimento brasileiro, por exemplo, revela que a frequência de obesos que mastigam com apenas um lado da boca é significativamente maior do que a de indivíduos no peso adequado. “O contato do bolo alimentar com toda a cavidade oral aparentemente é importante à saciedade”, reforça Cintia Cercato, endocrinologista do Hospital das Clínicas de São Paulo e orientadora da pesquisa. “A mastigação bilateral tem repercussão, por via nervosa, no hipotálamo, a área do cérebro que controla
a fome”, completa o odontologista José Amorim, da Universidade Estadual Paulista, em São José dos Campos.
Existe uma tese segundo a qual o gosto também mexeria com o apetite. Ou seja, quanto maior a intensidade do sabor, menor seria o risco de se empanturrar simplesmente para satisfazer as papilas gustativas. Mas e o que isso tem a ver com mastigação? A resposta veio da Universidade de Maastricht, na Holanda, onde cientistas observaram que o número de mordidas culminava em uma percepção aumentada do aroma e do sabor de pedaços de chocolate amargo. “O assunto é tão interessante
quanto controverso”, pondera a endocrinologista Rosana Radominski, presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, em Curitiba, no Paraná.
Mesmo que os experts ainda vejam o tema com certa desconfiança, um fato é irrefutável: dentadas ntervaladas e tranqüilas contribuem para porções menos avantajadas inclusive pelo tempo que consomem. “A chegada dos primeiros bocados de comida ao intestino, fato que demanda alguns minutos, serve como mais um sinal de saciedade. Portanto, se a ingestão é muito rápida, a sensação de barriga cheia vem tarde demais”, esclarece Rosana. Estima-se que todos os mecanismos de regulação da fome só funcionem a pleno vapor após 15 minutos desde a primeira abocanhada. Durante essa fase, é essencial maneirar na quantidade de garfadas — e abusar dos músculos que mexem a mandíbula.
Agora, por mais disciplinado que você seja, é impossível manter, só pra citar um exemplo qualquer, creme de milho na boca por muito tempo. Imagine mordê-lo 30 vezes! “Por isso, é preferível optar por alimentos mais sólidos, principalmente nas garfadas iniciais”, recomenda Gerson Kohler, ortodontista e ortopedista facial da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba.
Em vez da cenoura ralada, aproveite o legume inteiro. A banana amassada pode dar lugar à fruta original. O pimentão cru é mais interessante do que o cozido, e por aí vai. No final das contas, o recado que fica é investir na consciência e na tranquilidade em todas as etapas da alimentação: da escolha do cardápio até a derradeira mordida.
A mordida que esvazia os pneus
Pequenos ajustes no modo como você tritura refeições com os dentes podem se tornar grandes ajudantes da dieta e dos exercícios na manutenção do peso
Quantidade
Antes de engolir, abra e feche o maxilar por pelo menos 30 vezes em cada ida do talher aos lábios
Duração
Tenha calma. O intervalo entre uma garfada e outra deve ser de aproximadamente 20 segundos
Qualidade
Use a língua para dividir o alimento entre os dois cantos da boca. Ao longo da mastigação, reveze-os de lugar constantemente
Um aparelho contra a obesidade?
O nome esquisito — dispositivo bariátrico intrabucal — esconde um método simples. Ele é uma espécie de aparelho ortodôntico a ser colocado no céu da boca em toda refeição para diminuir o espaço nessa cavidade, obrigando o indivíduo a triturar a comida antes de engoli-la. “Não há incômodo e a redução de ingestão chega a 20%. Mas o paciente precisa passar por uma avaliação, porque não é recomendado para todos”, diz Kohler.
Sempre que possível, escolha as versões mais sólidas dos alimentos para que a mastigação fique lenta.
Fonte da Matéria: http://saude.abril.com.br/edicoes/0338/corpo/mastigacao-emagrece-631077.shtml

