|
A Flexibilidade
foi definida por Holland (1986), citado por ALTER (1988, p. 3) como
a qualidade física responsável pela "...amplitude de movimento
disponível em uma articulação ou conjunto de articulações.".
Esta definição poderia ser complementada e enunciada como:
"Qualidade física responsável pela execução voluntária de um
movimento de amplitude angular máxima, por uma articulação ou
conjunto de articulações, dentro dos limites morfológicos, sem o
risco de provocar lesão." (DANTAS, 1995, p. 33).
Falar em
flexibilidade é portanto, se referir aos maiores arcos de movimentos
possíveis nas articulações envolvidas. Como a prática desportiva
exige a utilização completa dos arcos articulares especificamente
envolvidos nos gestos desportivos, fica muito difícil, se não
impossível, a performance de alto rendimento sem se dispor de um bom
nível de flexibilidade nos segmentos musculares empenhados.
Quanto mais alta
for a exigência de performance, mais atenção deve ser dada à
flexibilidade. Ressalte-se que isto não significa alcançar o máximo
possível de mobilidade. A flexibilidade, ao contrário de todas as
outras qualidades físicas, não é melhor quanto maior for. Existe um
nível ótimo de flexibilidade para cada desporto e para cada pessoa,
em função das exigências que a prática exercerá sobre o aparelho
locomotor e a estrutura dos seus componentes (ligamentos,
articulações, músculos e outras estruturas envolvidas).
Um nível de
flexibilidade acima do desejado, além de não acarretar melhora da
performance nem diminuição do risco de distensão muscular,
propiciará aumento da possibilidade de luxações (DANTAS, 1995, p.
51; KRIVICKAS & FEINBERG, 1996 e TWELLAAR, VERSTAPPEN, HUSON &
VANMECHELEN, 1997).
O treino de alto
rendimento se fundamenta nos Princípios Científicos do Treinamento
Desportivo (DANTAS, 1995, p. 37-54). Com a flexibilidade não poderia
ser diferente. O texto dos parágrafos precedentes apenas destaca a
necessidade de serem levados em conta os preceitos de dois dos
citados Princípios:
-
Individualidade Biológica
|
|
Para trabalhar a
flexibilidade do atleta de alto rendimento, visando obter o máximo
de resultados com o mínimo de riscos, será necessário um
conhecimento bastante amplo dos três fatores envolvidos: as
características biológicas do atleta, as exigências específicas do
desporto e os fundamentos fisiológicos e metodológicos da
flexibilidade.
METODOLOGIA DO TREINAMENTO DA FLEXIBILIDADE
Treinar a
flexibilidade é uma necessidade encontrada praticamente por todos os
preparadores físicos, devido a extrema importância que esta
qualidade física apresenta para os desportos. ACHOUR Jr. (1996
p.103) sobre o assunto ensina: "A flexibilidade é importante para
o atleta melhorar a qualidade do movimento, para realizar
habilidades atléticas com grandes amplitudes de movimento e reduzir
os riscos de lesões músculo-articulares. ".
A intensidade
utilizada no treinamento, estabelecerá diferentes níveis de
exigência sobre os parâmetros corporais, provocando efeitos
distintos. Assim, ao se variar a intensidade do estímulo,
alterar-se-á tanto a forma de trabalho como o efeito observado sobre
o organismo. O Quadro 1 apresenta alguns exemplos ilustrativos desta
afirmação.
QUADRO 1: Influência da Intensidade de
Treinamento Sobre o Tipo de Efeito Obtido.
|
Parâmetro
|
Nível de
Exigência
|
|
Submáximo
|
Máximo
|
|
Sistema de
Transporte de Energia |
Treinamento
Aeróbico |
Treinamento
Anaeróbico |
|
Contraposição
à Resistência ao Movimento |
Treinamento
da Resistência Muscular Localizada |
Treinamento
da Força Muscular |
|
Rapidez de
Execução de Gestos Desportivos |
Coordenação
Motora |
Velocidade de
Movimento |
|
Amplitude de
Movimento |
Utilização
plena do arco de movimento existente |
Ampliação do
arco máximo alcançado |
A lógica da
diferenciação das formas de trabalho em função dos diferentes níveis
de intensidade, acarreta a necessidade de se estabelecer diferenças
entre as formas máxima e submáxima de treinamento da flexibilidade.
Assim, o trabalho submáximo será denominado de Alongamento e
o máximo de Flexionamento. ALTER (1996, p. 97), citando
Doherty (1971), indica que se pode trabalhar a flexibilidade (flexibility)
de duas formas: stretching (alongamento) e overstretching
(sobrealongamento).
Não importa o
nome que se dê, o importante é definir a existência de duas formas
distintas de se trabalhar a flexibilidade, com as características
apresentadas no Quadro 2.
QUADRO 2: Diferenças Entre o Alongamento e o Flexionamento.
|
Característica
|
Alongamento
|
Flexionamento
|
|
Efeito
Fisiológico |
Deformação
dos componentes plásticos (mitocôndrias, retículo
sarcoplasmático, sistema tubular, ligamentos e discos
intervertebrais) |
Ação sobre os
mecanismos de propriocepção: Fuso Muscular, no caso de
insistência dinâmica e Órgão Tendinoso de Golgi se a insistência
for estática |
|
Efeito
Durante a Performance |
Facilita a
execução dos movimentos e aumenta sua eficiência pela
pré-deformação desejável dos componentes plásticos |
Devido à ação
residual da resposta proprioceptiva, provoca contratura se
houver sido realizado flexionamento dinâmico ou, diminuição do
tônus no caso do atleta realizar insistência estática
imediatamente antes da prova |
|
Utilização |
Durante o
aquecimento e na volta-à-calma |
Seções de
treinamento para aumentar a flexibilidade |
O flexionamento
como se viu, é stricto sensu, a forma de treinamento
da flexibilidade (solicitação máxima). Ele pode ser feito de três
formas: por meio de insistências estáticas (Método Passivo), por
meio de insistências dinâmicas ou balísticas (Método Ativo) e os
Métodos de Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva.
É importante se
enfatizar que o fator diferenciador entre o alongamento e o
flexionamento é exclusivamente a intensidade e não a velocidade de
execução ou a estrutura do aparelho locomotor que é prioritariamente
afetada. O Quadro 3 esquematiza a afirmação da sentença anterior.
QUADRO 3: Fatores Diferenciadores Entre o Alongamento e o
Flexionamento.
|
Quanto à
Intensidade do Trabalho
|
Quanto
ao Tipo de Insistência
|
|
Estática
|
Dinâmica
|
|
Sub-máxima |
Alongamento Passivo |
Alongamento Ativo |
| Máxima |
Flexionamento Estático |
Flexionamento Dinâmico |
| Quanto à
Estrutura Prioritariamente Afetada |
Articulação e Componentes Plásticos |
Componentes Elásticos em Série |
Métodos Ativos (ou Flexionamentos Dinâmicos)
Consistem na
realização de exercícios dinâmicos, que devido à inércia do segmento
corporal, resulta num momento de natureza balística, provocando
trabalho nas estruturas limitantes do movimento. Cada músculo deve
ser submetido a três ou quatro séries de 10 a 20 repetições cada
uma, alternada com movimentos de soltura.
A realização de
movimentos de amplitude máxima, em velocidade, estimula o Fuso
Muscular, acarretando o Reflexo Miotático ou Reflexo de Estiramento.
Este reflexo provoca contração da musculatura que está sendo
estirada. Devido a esta reação proprioceptiva, neste tipo de
Flexionamento, a estrutura limitante ao movimento é, via de regra, a
musculatura antagonista e em especial, os componentes elásticos em
série (parte das fáscias de tecido conjuntivo que ficam entre duas
fibras musculares e entre estas e o tendão) dos citados grupos
musculares. Estes métodos enfatizam, portanto, a Elasticidade
Muscular.
Na década
passada, alguns estudiosos russos estiveram testando um novo
processo de realização deste método (ISSURIN, LIEBERMANN & TENENBAUM,
1994), que consistia na estimulação vibratória do músculo (44 Mz.,
com amplitude de 03 mm.). Os efeitos desta metodologia, embora
superiores à forma clássica de aplicação, são inferiores aos obtidos
por meio da Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva.
A contra
indicação destes métodos é devida as repetidas trações a que são
submetidos os componentes elásticos em série e os tendões, capazes
de diminuir a sustentação do segmento corporal considerado e até
mesmo indicando a possibilidade de mini-comprometimento da Força
Explosiva (MAGNUSSON, SIMONSEN & KJAER, 1996; TAYLOR, DALTON, SEABER
& GARRETT, 1990).
Método Passivo (ou Flexionamento Estático)
Para se empregar
este método deve-se, lentamente, chegar ao limite normal do arco
articular do atleta (limiar entre o alongamento e o flexionamento),
forçar suavemente além deste limite, aguardar cerca de seis segundos
e realizar novo forçamento suave, procurando alcançar o maior arco
de movimento possível. Neste ponto, o arco articular obtido deve ser
mantido por 10 a 15 segundos (DANTAS, 1995, p.75). A rotina deve ser
repetida por três a seis vezes, com intervalo de descontração entre
elas. O objetivo deste método é o aumento da Flexibilidade pelo
incremento prioritário sobre a Mobilidade Articular.
Diversos
profissionais insistem em recomendar tempos de permanência maiores
dos que os indicados, baseados em vagas experiências pessoais, sem o
indispensável respaldo da ciência. Os cientistas que estudaram o
assunto, ficam mesmo com os tempos indicados. BORMS, VAN ROY SANTES
& HAENTJENS (1987), indicam como ideal um tempo de insistência de 10
segundos e chegaram a conclusão que tempos de 20 ou 30 segundos são
desnecessários. Já MADDING, WONG, HALLUM & MEDEIROS (1987),
comparando os efeitos provocados por insistências de 15, 45 e 120
segundos, verificaram não haver qualquer vantagem na utilização de
insistências com mais de 15 segundos.
Para superar as
dúvidas que possam persistir quanto à eficácia de aumentar o tempo
de insistência para conseguir um melhor efeito de treinamento, cabe
citar o trabalho de BANDY, IRION & BRIGGLER (1997), que compararam
os efeitos de insistências de 30 e de 60 segundos, com uma ou três
repetições e não encontraram diferenças significativas entre os
resultados.
O único estudo
encontrado, de BANDY & IRION (1994), que se opõe ao que foi exposto
até aqui, aponta melhoras de flexibilidade, depois de seis semanas
de treinamento, dos grupos que realizaram insistências de 30 e de 60
segundos, sobre o grupo que realizou insistências de 15 segundos. No
entanto, os autores consideraram o tempo total de atividade e não a
insistência depois de se alcançar o arco máximo de movimento,
detalhe que exige que estes resultados não sejam levados em
consideração.
A tensão
isométrica provocada pela insistência estática a que se submete o
músculo, atua sobre o Órgão Tendinoso de Golgi, provocando um
relaxamento da musculatura agonista, acarretando que o fator
limitante do movimento seja, normalmente, a articulação. Por ser
esta estrutura que suporta a força que se está realizando, ela tende
a se adaptar, aumentando a extensibilidade de seus tecidos moles e
diminuindo, desta forma, sua estabilidade. O fenômeno exposto torna
contra indicado o Método Passivo para o treinamento da flexibilidade
das articulações sujeitas a choques nos desportos de contato. (McNAIR
& STANLEY,1996).
Métodos de Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva (FNP)
Os processos que
se utilizam da FNP para o treinamento da flexibilidade são os de
maior eficácia (ALTER, 1988, p. 89; GODGES, MacRAE, LONGDON, TINBERG
& MacRAE, 1989; MASSARA & SCOPPA, 1995; SURBURG & SCHRADER, 1997).
Originários dos
estudos de Kabat (1952, citado por DANTAS, 1995, p. 76), realizados
inicialmente para fins terapêuticos, os princípios da FNP foram
utilizados por Holtz (1967, Op. Cit.) para desenvolver o
Scientífic Stretching for Sports (3S). À partir deste
processo surgiram muitos outros, dos quais os principais são os
apresentados no Quadro 4.
QUADRO 4: Efeitos dos Principais Processos de FNP
|
Efeito
Observado Principalmente Sobre:
|
Processo
|
|
Mobilidade
Articular |
Sustentação-relaxação (Hold-relax), Reversão Lenta (Slow-reversal-hold-relax),
Contração-relaxação (Contract-relax) |
|
Elasticidade
Articular |
Contrações
repetidas (Reapeted Contractions), Contração-relaxação do
Agonista (Agonistic Reversal) |
ALTER,1996,
p. 91; DANTAS, 1995, p. 81.
Pode-se perceber
que cada um dos métodos tem uma especificidade de aplicação, que
indica sua utilização num contexto específico, acarretando problemas
de gravidade variável, no caso de se tomar a opção errada.
SURBURG & SCHADER
(1997) consultando 131 preparadores físicos, constataram que os
processos mais utilizados são os de Contração-relaxação e de
Sustentação-relaxação para aplicação no joelho, ombro e quadril. Por
sua vez, os processos de Contrações repetidas e de
Sustentação-relaxação-contração, vem sendo utilizados no cotovelo,
quadril e joelho.
FLEXIBILIDADE E PERIODIZAÇÃO
O principal fator
determinante na escolha do método de flexionamento utilizado, será,
conforme foi explanado, a necessidade do aumento da flexibilidade.
Este efeito será obtido, prioritariamente, devido ao aumento da
mobilidade articular ou da elasticidade muscular.
As articulações
sujeitas a choques nos desportos de contato devem ter preservada sua
estabilidade pela ênfase no aumento da elasticidade muscular
em detrimento da atuação sobre a mobilidade articular. O
efeito inverso será desejável para o treinamento da flexibilidade
dos grupos musculares que necessitam realizar sustentação de um
segmento corporal ou que apresentarão contrações explosivas durante
a performance.
Respeitando-se
estes postulados básicos, chega-se a conclusão que o treino da
flexibilidade de um atleta empregará métodos distintos para cada
segmento corporal considerado, conforme o tipo de esporte que se
está treinando.
A escolha do
método adequado de treinamento de flexibilidade também será
diretamente influenciado pela época da periodização que se esteja
considerando. Como se sabe o macrociclo será dividido, para fins de
treinamento, em três períodos: o de Preparação, o de Competição e o
de Transição.
No Período de
Preparação ter-se-á duas fases, a Básica, com um característica de
treinamento geral e a Específica, quando o atleta realiza as
transferências de habilidades e capacidades necessárias à
competição. Ao final deste período o atleta deve possuir todos os
itens necessários a sua vitória desportiva.
No Período de
Competição o atleta recebe o "polimento", o "ajuste fino" necessário
à performance. Neste período ele não deve necessitar adquirir mais
nada em termos de treinamento, apenas manter o que conseguiu no
período anterior.
Por fim, no
Período de Transição, o atleta é levado a um repouso ativo, capaz de
o regenerar para o próximo macrociclo. Embora ele seja afastado de
exigências técnicas e do ambiente habitual de treino, seu processo
de aperfeiçoamento não sofre solução de continuidade, sendo
enfatizada a aquisição das qualidades físicas de base, ao mesmo
tempo que ele se recupera física e psicológicamente.
A ordenação do
treinamento da flexibilidade ao longo do macrociclo, pode ser
observada no Quadro 5.
QUADRO 5: Métodos de Treinamento da Flexibilidade a Serem Utilizados
ao Longo da Periodização
|
Período
|
Fase
|
Método
|
Finalidade
|
|
Preparação |
Básica |
Flexionamento
Ativo |
Ênfase na
Elasticidade Muscular, nas articulações que necessitam preservar
sua estabilidade |
|
Flexionamento
Passivo |
Ênfase na
Mobilidade Articular, na musculatura que necessita potência ou
sustentação |
|
Específica |
Flexionamento
FNP |
Obtenção do
arco de movimento necessário para a performance |
|
Competição |
-
|
Alongamento |
Manutenção da
Flexibilidade obtida sem risco de provocar lesão |
|
Transição |
-
|
Flexionamento
Passivo |
Aumento do
nível geral de Flexibilidade |
Para determinar
quais os movimentos que necessitam de maior amplitude e quanto de
flexibilidade o atleta deve possuir em cada um deles, o preparador
físico, juntamente com a comissão técnica, na Fase de Ante-projeto
de Treinamento do Período de Pré-preparação, determina em quais
gestos desportivos a qualidade física Flexibilidade se faz presente
e qual a amplitude máxima necessária a uma performance ótima.
É importante
ressaltar que durante o treinamento, deve-se procurar dotar o atleta
de um arco articular cerca de 20% maior que sua necessidade de
performance, para que possa realizar cada um dos gestos desportivos
específicos do desporto sem esforço muscular desnecessário.
Tal fato pode ser
compreendido com a explanação de DANTAS (1995);
Os últimos 10
a 20% do arco articular são caracterizados por apresentarem uma
maior resistência ao movimento devido ao fato de se estar chegando
ao limite de distensibilidade dos músculos, ligamentos e outros
tecidos conjuntivos envolvidos. Assim, cada vez que se entra nesta
Zona de Alta Resistência (ZAR), a pessoa se vê compelida a realizar
um esforço extra, além do normalmente exigido para a execução do
movimento. No caso de ser necessário realizar movimentos de grande
amplitude, deve-se certificar de que se dispõe de uma margem de
segurança de cerca de 20 % a mais do que o arco articular que vai
ser utilizado. Esta precaução reduzirá o desgaste energético do
atleta.(p. 48)
CONCLUSÃO
Uma vez
determinados os movimento que necessitam de um boa flexibilidade,
quais os métodos que serão utilizados para seu treinamento e qual a
amplitude adequada para cada um destes arcos, o preparador físico
montará uma "rotina" de exercícios que serão utilizadas
quotidianamente, possibilitando sua memorização pelo atleta, para
que, nos momentos psicologicamente desgastantes do período
pré-agonista, ele possa executar o procedimento correto de
alongamento de forma automatizada.
Tranqüiliza o
profissional envolvido com o treinamento desportivo de jovens saber
que o treinamento da flexibilidade não terá efeitos nefastos
posteriores, pelo menos na coluna vertebral, conforme afirmam os
estudos de RATY, BATTIE, VIDEMAN & SARNA (1997)
É importante se
relembrar que a flexibilidade embora não seja uma qualidade física
de importância prioritária na performance, se comparada com a força
a velocidade ou a resistência, ela está presente em quase todos o
desportos. Por isso também causa surpresa se constatar que talvez
seja ela a qualidade física menos estudada. Este fato pode fazer com
que seu treinamento seja mais influenciado por crenças e costumes do
que por conhecimentos científicos.
O presente estudo
buscou colocar ao alcance do treinador subsídios que o auxiliassem
na escolha da forma de treinar a flexibilidade, baseados na
fundamentação da fisiologia e da biofísica e não nos hábitos
costumeiros ou na "achologia".
Buscar na ciência
a forma de aperfeiçoar nossa forma de agir é um hábito saudável que
todo o profissional deve perseguir, pois como disse Churchill: "Só
os tolos aprendem exclusivamente com sua experiência.".
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