|
 |
-
Profissional de Educação Física
habilitado pelo CREF1 (Conselho Regional de Educação Física da 1ª
Região RJ / ES) de acordo com a lei 9696 de 1 de setembro de 1998.
-
Atleta fundista há 28 anos.
-
Treinador de atletismo há 16 anos.
-
Em Petrópolis orienta maratonistas,
dirige a equipe L.C.M.
-
Exerce a função de Personal Trainer.
-
Em academia ministra aulas de step,
ginástica localizada, alongamento e relaxamento.
-
Sócio Proprietário da Academia Qui Si
Sana.
-
É colunista de Fisiologia do
Exercício do jornal Tribuna de Petrópolis alimentada semanalmente.
-
É colaborador e consultor de
fisiologia de vários sites na internet.
-
Na Petrobras coordenou um programa
antiestresse, ministrando aulas de step, alongamento, relaxamento
e orientou muitos atletas.
-
Em eventos de Saúde e Qualidade de
Vida ministra palestras sobre atividade física e controle do
estresse.
-
É o editor do site
http://www.noticiasdocorpo.com.br/
-
Registro CREF/1 RJ 003529
|
|
No mundo do fitness e do esporte de modo geral o que todo
mundo quer logo saber é qual a intensidade do esforço que cada um
deve seguir para atingir seus objetivos sem correr riscos. Na ponta
da língua a maioria dos profissionais se apressa em ditar a
difundida fórmula 220 – idade para identificar o esforço máximo
permitido. Daí, se o indivíduo deseja emagrecer é só trabalhar numa
faixa de 55 e 70% dessa máxima e se desejar ativar mais ainda o
sistema cardiovascular ainda pode chegar a 85%. O problema é que
essa fórmula apesar de ainda indicada pelo Colégio Americano de
Medicina Esportiva, atende a maioria das pessoas de modo muitíssimo
preventivo. Ou seja, se não tem outra use-a porque não vai dar
problema. Em termos!
Pois bem. Pesquisadores da Universidade do Colorado concluíram em seus
estudos que a fórmula 220 – idade ficou superada por dois bons
motivos: Os mais jovens podem estar se exercitando além dos limites
colocando em risco o músculo cardíaco. Isso considerando o máximo de
200 batimentos para 20 anos de idade. Sabe-se que atividades
explosivas e intensas são mais perigosas para um coração mais jovem
do que para uma pessoa de meia idade ou mesmo da terceira idade. O
coração jovem possui a circulação secundária completamente ainda
obstruída justamente por ser o músculo cardíaco ainda novo e forte
que impede uma passagem de emergência do sangue por essa circulação
no caso de um infarto. Não são raros os casos de atletas jovens
vítimas de infarto fulminante enquanto que num coração mais velho a
circulação secundária acaba servindo de desvio salvando a vítima.

Ao contrário, os mais velhos pela fórmula 220 – idade podem estar
se exercitando aquém da real capacidade como, por exemplo, uma
pessoa de 50 anos onde 170 batimentos pode ser pouco.
Os fisiologistas do Colorado, encabeçados pelos médicos Douglas
Seals e Hirofumi Tanaka avaliaram mais de 18700 pessoas para sugerir
uma nova fórmula publicada no Journal of the American College of
Cardiology que seria multiplicar a idade por 0,7 e subtraí-la de
208. Em princípio parece não significar nada, mas pela fórmula 220 –
idade uma pessoa de 70 anos poderia chegar a 150 batimentos e no
novo cálculo a 159 que seria mais lógico. Quanto mais velha a pessoa
mais coerência tem a nova fórmula. Uma pessoa com 80 anos teria seus
valores alterados de 140 para 152 batimentos. E os mais novos?
Também parece lógico, pois teriam seus valores reduzidos para 194 e
não os 200 da fórmula antiga. Seis batimentos para um jovem podem
significar a diferença entre a vida e a morte. Quando um coração
atinge uma freqüência cardíaca tão alta pode não haver tempo
suficiente para recuperação do fluxo sanguíneo entre uma batida e
outra. Isso pode gerar desde a temida fibrilação ventricular que
ficou conhecida por conta dos casos ocorridos com jogadores de
futebol até um infarto do miocárdio que não pode ficar sem irrigação
sanguínea mesmo por poucos segundos principalmente se o indivíduo já
tiver algum outro problema relacionado como diabetes ou hipertensão
arterial.
Esses valores passam a ficar mais defasados ainda a partir do momento em
que cada indivíduo fica mais condicionado fisicamente. A freqüência
cardíaca máxima passa a não ser mais atingida como antes e a de
repouso a ser menor que 60 por minuto. Quanto menor mais
condicionado. Atletas podem chegar de 40 a 50 por minuto. Da mesma
forma um dos padrões que definem que o indivíduo está condicionado é
quando ao cessar o exercício quanto mais rápido a FC volta ao normal
mais condicionado. Uma queda de 20 batimentos em um minuto é
considerada satisfatória enquanto atletas podem chegar a 40 ou mais.
De qualquer forma o que deve sempre prevalecer é o bom senso. Ainda assim
a FC pode não ser a avaliação mais confiável de intensidade de
esforço. As diversas situações de estresse do dia a dia podem
interferir e o indivíduo não fazer o seu exercício de modo adequado.
Nesse caso vale a escala de esforço percebido, Escala de Borg.
Pergunte-se se o exercício está Fraco, Bom ou Forte. Pelo tamanho da
resposta, respiração ofegante, dificuldade ou facilidade de
responder, já se tem uma idéia da intensidade do esforço. Pode ser
mais fiel até do que a superada equação 220-Idade. Quem a usa pode
estar fazendo por puro comodismo ou estar há algum tempo sem ler
bons artigos porque essa notícia não é nova.
Para Refletir: Fazer um trabalho muito bem feito é muito bom,
mas é pouco se a sociedade não souber o que estamos fazendo e para
que. Divulgue o seu trabalho seja ela qual for. Moraes 2009.
Sobre a Ética: O sucesso não tem explicação, regras fixas e
nem receita de bolo, mas sem ética, determinação, muita vontade de
trabalhar errando cada vez menos ele não existe. Moraes 2009.
Cartas para:
lcmoraes@compuland.com.br
Luiz Carlos de
Moraes CREF1 RJ 003529
www.noticiasdocorpo.com.br
|