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ATIVIDADES
RÍTMICAS: Esta disciplina, ministrada em algumas faculdades
de Educação Física e de Dança, é muito carente de informações mais
atualizadas. Desta forma na medida que forem surgindo
questionamentos e procura por este material estaremos publicando
alguns artigos que possam elucidar alguns professores que necessitem
deste conhecimento. Desta vez, estaremos dando algumas noções sobre
o Folclore.
Lais Lima,
bailarina, coreógrafa, professora de educação física, pesquisadora
científica, consultora técnica e promotora de eventos, há 30 anos,
vem atuando com esta abrangência e curiosidade constantes no meio da
dança. Tem procurado alertar aos profissionais da área o quanto
necessitamos de investigações mais profundas sobre a qualidade de
saúde do praticante de dança.
Estaremos com
este espaço aberto para debates e esclarecimentos, além de
informações constantes e atualizadas sobre o que há de pesquisa
sobre o treinamento adequado para bailarinos, quando e como iniciar
uma atividade de dança, textos sobre conceitos e definições
encontradas na literatura nacional e internacional, referências
bibliográficas, além de orientações para se encontrar profissionais
específicos para aulas e montagem de espetáculos, desde professores
aos técnicos, figurinistas, cenógrafos, etc.
Inicialmente
apresentaremos alguns textos com temas teóricos, carentes neste
segmento, para compreendermos a abrangência de atuação deste
segmento.
Serão abordadas
novas perspectivas que a dança pretende realizar nesta nova era,
assegurando um mercado carente de informações mas que com certeza,
despertará o interesse de uma sobrevivência mais saudável desta
arte. Contando com uma assistência técnica e profissional
direcionada no intuito de aprimorar a seriedade e a competência dos
que vivem para se dedicar à mais nobre e antiga das manifestações
corporais.
Bem vindo a esta
casa que é sua para se comunicar e se fazer conhecer.
Um abraço,
Lais
RÍTMO: O ELEMENTO BÁSICO
Conceitos e
Definições
Rítmo - do
grego RHYTHMOS, significa aquilo que se move, aquilo que flui.
Segundo a teoria da música, rítmo é:
-
uma divisão
ordenada do tempo
-
uma combinação
das durações dos sons
-
um derivado da
unidade de tempo, longa ou breve e da sua divisão em partes mais
ou menos numerosas.
O rítmo musical
pode ser classificado segundo a sua intensidade, duração e variação
de timbre, variação de altura, etc.
Segundo Platão
pode-se distinguir no vôo dos pássaros, no pulso arterial, nos
passos de um bailarino, nos períodos de um discurso. CAMARGO define
ritmo aplicado a motricidade humana como:
Um
fenômeno psico-sensóriomotor (Camargo, 1994)
E conclui, como o
rítmo pode ser analisado sob muitas perspectivas que:
ele é um
fenômeno indefinível e envolve as noções de movimento (sentido de
fluir), ordem e medida (Camargo, 1994).
Para a educação
física, o rítmo não pode ser compreendido de forma isolada e sim em
ligação em direta com o movimento humano, pois:
Todo ser
humano é dotado do instinto rítmico, que se manifesta mesmo do seu
nascimento, através dos batimentos cardíacos e posteriormente, da
respiração ou ato da fala, ... O rítmo ordena também as formas
básicas de locomoção do homem em toda a sua existência, através da
frequência, acentuação, espaço, forma, tensão, relaxamento,
movimento, repouso. (Camargo, 1994).
Assim, além dos
rítmos biológicos como rítmo cardíaco, respiratório, etc, temos
também o ritmo de movimento. Em cada movimento realizado pelo corpo
humano existe um rítmo, em especial na dinâmica muscular. Seus
traços principais podem ser caracterizados através de linhas de
conhecimento de força, velocidade e aceleração. O ser humano também
pode perceber o rítmo de movimento através de seus órgãos
sensoriais, por exemplo, da percepção da contração e do relaxamento
de um músculo ou grupo muscular.
MEINEL (1987),
define rítmo de movimento como a ordenação específica,
característica e temporal de um ato motor. A característica rítmo de
movimentos cíclicos como também acíclicos. O rítmo de movimento
reflete-se na dinâmica do decurso da força e no decurso do espaço
temporal do movimento, ele é uma expressão da coordenação de
movimento.
O rítmo de
movimento possui um efeito contagiante, juntamente com a informação
ótica e acústica dada pela sinalização rítmica são liberados no
observador processo no sistema nervoso central e também no aparato
de movimento efetórico que correspondem ao processo interno de
movimentação. Essa transmissão de rítmo ocorre não só nos
espectadores como também no professor de educação física e em
atletas de esportes coletivos como por exemplo, no remo. Por isso,
pode-se aproveitar o rítmo como elemento comunicativo no processo de
aprendizagem motora (MEINEL, 1987).
Segundo Barbanti
(1998), rítmo é um padrão, formado habitualmente de sons, com
elementos que são organizados em duração e intensidade. Uma
recorrência seriada que é balanceada, harmônica e repetida em
grupamentos regulares. O esplendor do rítmo é estabelecido pela
repetição dos mesmos componentes. O componente de um movimento que
pode ser combinado em complexos rítmicos de uma rede de habilidades
motoras reconhecidas e distintas nas suas dimensões figurativa,
espacial, temporal e energética.
RÍTMO CIRCADIANO
"Relógio"
biológico ou rítmo de um organismo, tal qual como o ciclo natural de
acordar-dormir em um período de 24 horas. A mudança do rítmo pode
afetar as funções biológicas, mental e comportamental (Barbanti,
1998).
RÍTMO MUSICAL E RÍTMO CORPORAL
Associar o gesto
à música é evocar a expressão corporal. A música incita ao
movimento, se considerarmos a recepção do som ou o movimento que é
evocado ou provocado. A ginástica de expressão baseia-se em diversos
tipos de fenômenos, dos quais alguns são da ordem da significação ou
efeito, em certo movimentos ou encadeamentos coreográficos. A
ginástica de expressão acompanha a música e vem representar
gestualmente o som. Mas, nem sempre existe correspondência exata
entre a música e a ginástica de expressão.
RÍTMO MUSICAL
O rítmo é o ponto
de partida para a educação musical. Na realidade é o próprio
movimento do andar, as batidas do coração, é a imagem da vida.
Acredita-se que o rítmo é universal, é o traço comum dos
instrumentos musicais, mas que diferem de uma música para outra. Tem
um papel essencial na construção de um movimento. O rítmo do
exercício nem sempre é regular, correspondendo à diferentes fases da
sessão de movimentos. É necessário construir simultaneamente música
e exercício, devendo-se adequar a música ao encadeamento já
construído de movimentos.
O RÍTMO CORPORAL
1. O RÍTIMO RESPIRATÓRIO:
ESCUTAR O
CORPO. RESPIRAÇÃO - O processo de troca de gases nos pulmões e
nas células. Movimentos relacionados à respiração: costelas,
diafragma e abdômen. Técnicas de respiração. Respiração externa:
troca de gases onde o oxigênio é tomado do ar pelos alvéolos nos
pulmões e o dióxido de carbono é liberado do sangue para ser
exalado. Respiração interna: troca de gases onde o oxigênio do
sangue é absorvido pelas células através do corpo e o gás carbônico
é absorvido pelo sangue para ser transportado até os pulmões. (mais
adiante teremos uma matéria falando somente sobre respiração)
2. MOVIMENTO
Conceitos e
Definições:
Segundo as leis
da física:
"Um corpo está em
movimento quando ele ocupa posições sucessivas no espaço,
impulsionado por uma força. É um elemento constante no universo".
"...deslocamento
do corpo e membros produzido como uma conseqüência do padrão
espacial e temporal da contração muscular" (TANI, 1988).
O movimento
também é considerado uma característica essencial de todo ser vivo e
está subordinado às leis de ordem cíclica e rítmo. O homem se
movimenta para satisfazer suas necessidades. Quando utilizado de
forma adequada o instrumento natural do homem, o próprio corpo lhe
proporciona sensações de bem estar e prazer. Do movimento surgem as
primeiras manifestações espontâneas da criança (CAMARGO, 1994).
O movimento
humano pode também ser compreendido como uma linguagem ou uma
capacidade de expressão. O ser humano pode se expressar por seus
gestos, seus movimentos e sua postura. Através de sua expressividade
o movimento constitui uma linguagem. O movimento humano pode ser
diferenciado de outros movimentos pela sua intencionalidade e
expressividade (SANTIN, 1987).
A associação do
movimento à música pode ser considerado uma forma básica de
expressão corporal. Pinok e Matho definem expressão corporal como:
"A tentativa
de desmumificação de um indivíduo, que estava congelado em técnicas
de reprodução" (Pinok & Matho, 1987).
Entender o
movimento humano como um ato expressivo que dispõe de incontáveis
formas para se realizar e reconhecer nele seu rítmo próprio, como
também a possibilidade de adequação ao rítmo de um grupo, de uma
técnica específica ou simplesmente de uma música, além de
possibilitar essa integração de forma a enriquecer o acervo motor
dos participantes, deve ser considerado como um dos principais
objetivos de uma aula de educação física.
ASPECTOS FISIOLÓGICOS DO MOVIMENTO
Recepção do
estímulo - por vias aferentes - chegam aos centros cerebrais
inferiores, tálamo e hipotálamo (centro das emoções), depois ao
córtex na área sensitiva parietal - estímulo é decodificado - segue
pelo centro da vontade onde há a planificação da ação (lobo frontal)
- por vias eferentes chegam as respostas até o músculo - resultando
na ação.
FATORES DO MOVIMENTO
Todo esforço se
manifesta em atos corpóreos através da combinação de elementos como
o peso, o tempo, o espaço e a fluência.
-
Peso:
pode ser variado de uma atitude relaxada à uma atitude enérgica.
Movimento pesado ou com leveza.
-
Espaço:
pode ser variado de uma atitude linear à uma atitude flexível. Em
relação ao espaço pode-se variar também o plano em que a ação
ocorre: plano alto, médio e baixo. Movimento de duração ou de
passagem.
-
Tempo:
pode ser variado de uma atitude curta à uma atitude prolongada.
Movimento de duração ou de passagem.
-
Fluência pode
ser variada de uma atitude controlada até uma atitude livre.
Todos esses
fatores influenciam diretamente o resultado final do esforço
(movimento) mas nem sempre tem igual importância em um determinado
movimento. Em toda ação pode-se observar diferentes combinações
desses fatores de movimento.
Se observarmos,
por exemplo, o movimento de respiração em repouso percebemos uma
duração e fluência específicas. Ao nos levantarmos, nosso corpo
apresenta um estado de movimento crescente: a respiração passa a ser
mais rápida, há maior tensão muscular aumentando assim o peso do
movimento enquanto é levantado verticalmente, variando assim o
espaço de movimento. Assim, para um mesmo movimento, o respiratório
apresenta-se no mínimo duas variantes ou diferentes combinações dos
fatores de movimento.
FATORES INTERVENIENTES DO MOVIMENTO:
FLUXO E
DIREÇÃO -
É a ação de
movimentos ocupando o espaço de forma variada, contínua e fluída, de
forma natural ou dirigida ou ambas na mesma ocasião.
A direção é o
resultado de uma certa consciente deliberação corporal e na
atividade física ocupa um espaço fluindo sobre o mesmo.
Existe um
movimento rítmico entre a liberdade e o controle que construirão a
progressividade do gesto.
CAPACIDADE
FÍSICA -
Condição mecânica
e motora inata que varia de pessoa para pessoa.
Capacidades:
Qualidades gerais inatas de uma pessoa, que permitem o
desenvolvimento de habilidades. São condições físicas e psíquicas
hereditárias e aprendidas. É uma disposição natural necessária à
realização de uma performance determinada. (Barbanti, 1998).
EDUCAÇÃO
CORPORAL -
Encontrar
possibilidades motoras da habilidade física, com hábitos que
promovam o movimento correto com menor gasto energético.
TÉCNICA DE
MOVIMENTO -
Permitir o
aprimoramento da habilidade física chegando a perfeição mecânica de
execução de forma consciente e concentrada.
Estrutura
racional de um ato motor para atingir um objetivo determinado. É
baseada na Biomecânica. (Barbanti, 1998).
POSTURA -
Músculos, vértebras e partes do corpo que à eles estão presos
formando as curvaturas normais da coluna vertebral.
TIPOS DE
MOVIMENTOS:
-
MOVIMENTO LIBERADO:
Todo movimento
liberado obedece a uma curva, desde o íctus inicial (impulso
inicial), passando por um clímax (ponto de maior tensão) e
chegando a um íctus final (acento final). Além dos fatores de
movimento que influenciam qualquer ação, todo movimento liberado
apresenta:
-
Diferentes
formas: Balanceado, Percutido, Conduzido em várias
dimensões, proporções e infinitas combinações.
-
Diferentes
graus de intensidade: dinamismo (força e energia despendida
total ou parcial).
-
Diferentes
graus de velocidade: andamentos e disposições rítmicas.
Variação segundo a forma:
-
MOVIMENTO
BALANCEADO:
Representa um
pêndulo para trás e para frente, para baixo e para cima, de um
lado para o outro.
-
MOVIMENTO
PERCUTIDO:
Representa uma
ação precisa, de início vigoroso e parada abrupta.
-
MOVIMENTO
CONDUZIDO:
A ação que se
percebe é suave, contínua e sustentada, com uma continuidade de
ação não percebida.
-
MOVIMENTO
LANÇADO:
Verifica-se a
variação do movimento balanceado com início forte e o
prosseguimento e retorno diminuídos.
-
MOVIMENTO
VIBRATÓRIO:
Trata-se de uma
variação do movimento percutido com força inicial, parada e
retorno rápidos. O movimento resultante oscilado, vibrado,
trêmulo, sacudido.
-
MOVIMENTO
SUSTENTADO OU SUSPENSO:
É a variação do
movimento conduzido com acento e impulso inicial mais marcado
dando a impressão de se estar flutuando no espaço.
Variação segundo a intensidade:
O movimento
pode variar em seu dinamismo e em sua força. A energia despendida
para a execução do movimento pode ser parcial ou total, em
pequenas ou grandes quantidades.
Variação segundo a velocidade:
A variação do
movimento em sua velocidade está diretamente relacionada com o
fator tempo, aqui pode-se variar não só a duração do movimento
como também o andamento de suas disposições rítmicas.
3. CONSCIÊNCIA CORPORAL
CONCENTRAÇÃO
O exercício da
concentração influencia diretamente a frequência das ondas
cerebrais.
|
IMPULSOS
ELÉTRICOS NERVOSOS DO CÉREBRO
|
|
NÍVEIS
|
FREQUÊNCIA DA ONDA CEREBRAL
|
ESTADOS DE CONSCIÊNCIA
|
|
b (Beta) |
Acima de 14
Hz |
Estado de
Vigília |
|
a (Alfa) |
de 14 à 07 Hz |
Estado
Meditativo |
|
q (Teta) |
de 07 à 04 Hz |
Transe
hipnótico profundo - (sono profundo) - Nível utilizado para
anestesia cirúrgica. |
|
D (Delta) |
Abaixo de 04
Hz |
Estado de
Inconsciência |
Mensuração por Eletroencefalograma. (Bloomfild,
1976)
FUNDAMENTOS DA CONSCIÊNCIA CORPORAL
INTERAÇÃO
FÍSICA
Compreender como
lidar com o equilíbrio das tensões externas e internas da própria
dimensão que seu corpo ocupa no espaço.
INTERAÇÃO
SENSORIAL
Conhecer suas
limitações permitindo expandir suas emoções do plano psíquico
através do movimento.
INTERAÇÃO
SENSO-FÍSICA
Atingir um
equilíbrio emocional capaz de aprimorar o senso de comparação dos
movimentos, sua capacidade de compreender as coordenações e
combinações às que anteriormente era capaz de executar.
4. TENSÃO E RELAXAMENTO
Obedecem à um
único ciclo respiratório de expansão e deflação.
Em condições
anormais, ocasionadas por grande esforço físico e emocional, ciclo
respiratório de expansão e deflação são inibidos e desritmados
ocasionando bruscas contrações musculares, dificultando a amplitude
do movimento.
DESCONTRAÇÃO TOTAL MÁXIMA = RELAXAMENTO
DESCONTRAÇÃO
"Dá-se pela
diminuição do tonus muscular através da desativação dos
motoneurônios a".
Limitações
:
- Anatômicas
-
Morfológicas
-
Psicossomáticas
PESO E
RESISTÊNCIA
"Quando a energia
excede a força da gravidade diz-se que se está resistindo o peso".
|
QUANTIDADE DE RESISTÊNCIA = MOVIMENTO
FIRME |
|
QUANTIDADE DE RESISTÊNCIA = MOVIMENTO
SOLTO E LEVE |
TÉCNICAS DE RELAXAMENTO
(para se chegar
ao estado a - alpha)
MÉTODOS:
São métodos onde
o professor fornece informações pedindo para que lentamente o
indivíduo relaxe parte por parte de seu corpo. Acompanha uma música
suave, em ambiente agradável e arejado, onde os alunos se encontram
deitados, em decúbito dorsal, com pernas semi afastadas e braços ao
longo do corpo, enfatizando uma respiração compassada e suave.
O estado
meditativo leva a alterações das funções orgânicas e variação do
tono muscular através da atividade reflexa do sistema nervoso (das
mensagens extra-fúsicas (neurônios a-alpha) e fúsicas (neurônios
g-gama). (Bloomfild, 1976)
O DESPERTAR CORPORAL: O ALONGAMENTO
(será abordado detalhadamente em capítulo à parte)
MÉTODOS:
TIPOS:
-
POR
ESTIRAMENTO: como o espreguiçar-se
-
POR SOLTURA:
com movimentos sacudidos
-
POR SUSPENSÃO:
apoiado em uma superfície .
ALINHAMENTO
POSTURAL
Respeitar o
alinhamento anatômico corporal, de forma que as articulações e seus
respectivos segmentos estejam colocados linearmente durante o
movimento (relação entre tronco, pernas e braços).
EQUILÍBRIO E
RIGIDEZ MUSCULAR
Treinamento que
envolve a aquisição de fortalecimento das musculaturas da parede
abdominal e dos músculos intercostais e paravertebrais para se obter
um equilíbrio de exigências de forças solicitadas durante os
exercícios.
AMPLITUDE DO
ARCO ARTICULAR
Treinamento que
visa atingir um limiar de flexibilidade que acarretará em adaptações
capazes de provocar a hiperflexibilidade ou amplitudes articulares
superiores às originais.
FUNDAMENTOS DA FLEXIBILIDADE PASSIVA
PROPRIOCEPTORES ARTICULARES
Servem para
tornar consciente a posição dos segmentos corporais (Astrand &
Rodahl, 1980, pág. 257).
Existem quatro
tipos de terminações nervosas nas articulações. Três deles
destinam-se a órgãos terminais especializados (circundado por
cápsulas de tecido conjuntivo) tais como os receptores cutâneos.
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|
Informações
|
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tipo 1
|
mudança de
posição articular |
|
tipo 2
|
velocidade de
movimento na articulação |
|
tipo 3
|
verdadeira
posição da articulação sem olhar para ela (Corpúsculo de Pacini) |
|
tipo 4
|
(Ramificação
livre) sensível a dor |
(Dantas, 1989)
PROPRIOCEPTORES MUSCULARES
Fuso Muscular:
Encontrado no ventre dos músculos. Consiste por diversas fibras
musculares (nucleares tipo bolsa) envolvidas por tecido conjuntivo.
Respondem ao aumento brusco do comprimento do músculo provocando
reflexo miotático ou reflexo de estiramento.
|
Estiramento do músculo =
Fuso Muscular = Reflexo Miotático
|
Órgão
Tendinoso de Golgi: Encontrado entre as fibras do tendão. Inibe
os motoneurônios a (alfa), provocando o relaxamento da musculatura.
Receptores
Articulares proporcionam informações sobre a resistência que se opõe
ao movimento (Skoglund, 1956).
|
Tensão do músculo = Órgão Tendinoso de
Golgi = Relaxamento
|
(Obs.: o senso de
equilíbrio está localizado no ouvido médio).
|
Proprioceptor Articular
|
Proprioceptor Muscular
|
| Impulsos
aferentes vão para região somatosensorial do córtex cerebral. |
Impulsos
aferentes vão para região não percebidas conscientemente. |
| Resulta =
percepção consciente da posição articular. |
Resulta =
controle do subconsciente e reflexo motor. |
(Dantas, 1989)
Estudos indicam
que:
A extensão
passiva = ativa motoneurônios a na articulação e no músculo
antagonista ao movimento executado; assim, os músculos extensores
são inibidos X e os flexores são facilitados. (Skooglund,
1956).
5. EXPRESSÃO CORPORAL
CLASSIFICAÇÃO:
-
Da EC
Espetacular à Cotidiana
I. EC
Espetacular: Trabalhar com o corpo de forma não habitual com o
propósito declarado de uma atividade da ordem de um espetáculo =
Ballet, Teatro, Mímica. De 16 à 19 horas, fazemos expressão
corporal diariamente.
II. EC Não
Habitual, não necessariamente espetacular: Proposta de trabalhar o
corpo numa festa, ensaio, ioga, movimentos de ginástica, gestos,
mímica, dança, vivenciando-o sem compromisso.
III. EC
Cotidiana: O tempo da sessão é utilizado para melhor reviver e
inteirar-se do que o corpo exprime diária e permanentemente, mesmo
sem que queiramos. Reconhece-se no olhar, no gesto, na postura, no
som da voz, na tensão ou relaxamento.
-
Da EC Centrada
sobre si mesmo à EC Centrada na relação à dois e em grupo.
I. EC Centrada
sobre si mesmo: Centrar-se na descontração, na tensão, na postura,
no gesto a fim de prová-los, diversificá-los, dominá-los, perceber
para uso próprio.
II. EC Centrada
na relação dual: Relações precisas de pessoa para pessoa, em
grupo, pelo gesto, olhar com o intuito de descobrir o que se
transmite através do corpo. Discursa manifestações de simpatia,
antipatia, outros sentimentos experimentados de pessoa para
pessoa.
III. EC
Centrada no Grupo: Vivência em e com o grupo em situações diversas
mas, comuns. Dança coletiva, silêncio coletivo, movimento de
conjunto, dinâmica de grupo não-verbal, canto coletivo,
improvisação coletiva, atenção coletiva.
-
Da EC na
formação à EC de Atividade de Lazer:
I. EC como
Formação: participantes aprendem a se servir melhor de seu corpo
ou a compreendê-lo, senti-lo.
II. EC como
Terapia: Pessoas que vão menos bem no relacionamento que
mantivessem com seu corpo. Detectar fontes na história pessoal e
coletiva que moldou tal corpo.
III. EC Lúdico:
Liberação de energia, a fantasia criativa, realizações de
movimentos vivenciados na vida diária, de toque, de respiração, de
nova linguagem própria.
IV. EC Análise
Sociológica e Institucional: Interpretar o que se passa na própria
dinâmica de grupo e da instituição a qual se exprimem. Durante uma
discussão verifica-se expressões com o corpo com relação à
afinidade, poder, papel desempenhado no grupo, etc.
V. EC Lazer e
Encontro: Expressões em grupo vem preencher a carência, a solidão.
Caem as etiquetas sociais, favorecendo relações de pessoa para
pessoa, justificando o "fazer amigos". Tentar esclarecer seus
próprios objetivos , transferindo para o exterior descobertas em
contato com outras normas, hábitos, comportamento propostos no
limite experimentado entre as 16 e 19 horas do dia.
6. DANÇA
CONCEITOS:
ARTE -
realização do impulso emocional, expressa sentimentos, transcendem
sensações especiais, transfere conhecimento, criatividade e energia
de um ser para outro.
ARTES ÚTEIS OU
APLICADAS - visa um fim útil, destina-se à ornamentação ou
condições utilitárias: cerâmica, vidro, têxteis, marfim.
BELAS ARTES
- visa reproduzir o belo. Classifica-se em:
-
Artes Plásticas
-
Artes do Movimento
ARTES
PLÁSTICAS: imóveis no espaço, formas sensíveis, compacta e
sólidas:
- Arquitetura
- Pintura
- Escultura
ARTES DO
MOVIMENTO:
Rítmicas:
- Música
- Poesia
- Rítmo
Plástica:
- DANÇA
7. A GINÁSTICA DE EXPRESSÃO E A DANÇA
Ao contrário da
dança que cria, por definição e com o desenvolvimento de sua técnica
com o passar do tempo, a ginástica de expressão estabelece um gesto
calculado que, em rítmo musical, dá ao gesto uma expressão, sentida
interiormente pelo praticante. A ginástica de expressão procura a
utilidade do gesto e a expressão ao passo que na dança exprime-se o
tempo e o espaço. Há um tonus muscular ligado aos estados e
compatível com certos movimentos. Mas os hábitos sociais podem
influenciar esse nível de significação.
A Dança tem como
princípio explorar a sensibilidade proprioceptiva e as sensações
cinestésicas, que incluem:
- exploração
espaço-volume
- diferentes
formas de trabalho
- combinação
de movimentos
- realização
global da densidade do movimento
A visível
evolução coordenativa do indivíduo em função da atividade rítmica se
reflete em:
- noção de
espaço
- duração do
movimento no tempo
- controle da
energia solicitada para cada movimento
- ativação da
criatividade e expressividade
8. MONTAGEM COREOGRÁFICA METODOLOGIA
Estabelece-se um
plano de trabalho em função da qualidade, da natureza e da
composição de exercícios. Com finalidades e objetivos a serem
atingidos a curto, médio e longo prazos, dependendo da evolução das
qualidades físicas, individuais e das relações entre os indivíduos
do grupo. Desde o gesto simples aos movimentos mais complexos,
individual e em grupo, onde a evolução e a combinação adequada dos
movimentos de forma contínua acompanha a trilha sonora selecionada.
Seguem-se as etapas a serem superadas para se chegar ao principal
objetivo do trabalho coreográfico que é o registro mental dos
movimentos tecnicamente perfeitos, com economia de energia e de
movimentos adequados à individualidade biológica.
Para se elaborar
uma composição coreográfica, primeiramente, deve-se planejar como os
indivíduos deverão se deslocar no espaço e consequentemente, os
auxiliará numa melhor fixação dessa trajetória dos movimentos de
forma automatizada. Aconselha-se a fazer um desenho esquemático no
papel, observado-se os seguintes itens:
- as
situações de apoios iniciais dos movimentos
-
deslocamentos dos movimentos corporais (giros, corridas)
-
deslocamentos no espaço, determinando os tempos
- direções do
movimento representado por setas
2. TÉCNICAS /
RECURSOS / TEXTOS
Pode-se preceder
ao processo de criação e elaboração coreográfica, trabalhos
solicitados para apresentações prévias de exposições teóricas com
complementação prática, o que enriquece e motiva a criatividade
individual e a sociabilização em grupo.
É imprescindível
auxiliar com textos ou leituras para que haja uma compreensão das
técnicas e objetivos específicos do assunto em questão. Os trabalhos
teóricos tem por perspectiva canalizar e acrescentar experiências na
elaboração de trabalhos que poderão servir de ensaio para a
avaliação das condições atuais de seus alunos e o que se espera
deles. Assim evitando uma sensação de fracasso ou frustração por não
ter atingido seus objetivos.
Pretende-se com
isso incentivar e possibilitar a criação de projetos de pesquisa
dentro do grupo, facilitando a elaboração dos espetáculos de
escolas, além de ser mais produtivo no sentido de formação do
indivíduo do que apenas uma subsistência financeira das mesmas com a
realização de tais eventos.
3. AVALIAÇÃO
Como se deve
avaliar seus alunos para que se adapte o conteúdo de suas aulas e
consequente solicitação coreográfica para a montagem dos
espetáculos? (para uma próxima matéria)
4.
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
CLARO, Edson -
Método Dança Educação Física - Reflexão sobre consciência corporal e
profissional, SP, 2ª Ed., 1998.
DANTAS, Estélio HM - Flexibilidade, Alongamento e Flexionamento -
capítulo: "Dança e Flexibilidade", Ed. Shape/Rio de Janeiro, 3ª Ed.,
1989.
REVISTA DANÇA E CIA
DANCE RESEARCH JOURNAL, Biblioteca da Faculdade de Educação Física e
Esporte da Universidade de São Paulo (EEFEUSP).
DIENTSFREY, Harris - Onde a mente encontra o corpo, Círculo do
livro, 1990.
GARAUDY, Roger- Dançar a vida. Editora Nova Fronteira, 1968.
HASELBACH, Barbara - Dança, Improvisação e Movimento - Expressão
Corporal na Educação Física, Ao Livro Técnico, RJ / 1989.
LABAN, Rudolf - Domínio do Movimento, edição org. por Lisa Ullmann,
Summus Editorial, 1978.
NAVAS, Cássia - Dança Moderna, SMC - Secretaria Municipal da
Cultura, 1992.
BERTHERAT, Thérèse - O Correio do Corpo - Novas Vias da
Antiginástica, Ed.Martins Fontes, SP, 1986.
CLARKSON, Priscilla M.; SKRINAR, Margaret - Science of Dance
Training, Ed. Human Kinetics Books, 1988.
PORTINARI, Maribel - História da Dança, Ed. Nova Fronteira, RJ,
1989.
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