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Um dos assuntos
longe de chegar a um consenso não só no esporte, mas também na
musculação é a questão do alongamento antes ou depois da série
principal. Ajuda? Previne lesões? Atrapalha? Não serve para nada?
Tanto faz?
Quem advoga a favor
se apressa em dizer que previne lesões. No entanto, eu não conheço
nenhum trabalho cientifico envolvendo um número grande de pessoas
que fidelize tal afirmação. Quem é contra advoga que o alongamento
pode provocar microlesões nas fibras musculares, resposta
fisiológica na qual está calcada a hipertrofia muscular. O problema
seria justamente o duplo trabalho similar conduzir à lesão não
durante o alongamento, mas na musculação por estarem as fibras
musculares saturadas por conta do alongamento.
Na verdade na
musculação existem dois públicos distintos. Os popularmente chamados
de “marombeiros”, que gostam de "pegar" muito pesado e as pessoas
que buscam qualidade de vida. Essa questão de alongamento
principalmente antes é discutível. Na prática o “marombeiro” aquece
com o próprio exercício pegando leve antes de começar a série
principal e dá certo. Ex: 3 séries de 10 repetições para o supino
com 100 kg de carga e 90 segundos de intervalo. Antes ele faz uma ou
duas séries de 15 repetições com metade da carga a título de
aquecimento e não faz alongamento porque não acrescenta nada. Ou
seja, como o corredor que aquece com o próprio gesto esportivo
(trotando) o “marombeiro” aquece fazendo o próprio exercício assim
como o nadador aquece nadando, o futebolista batendo bola e assim
por diante e dá certo. Agora, tal como na corrida o alongamento
depois pode ser feito desde que não seja "puxado", somente a título
de relaxar, pois as fibras musculares já estão cansadas e o
alongamento explorando o máximo da flexibilidade pode gerar lesão.
Tanto o corredor como o “marombeiro” precisa de flexibilidade para
que o músculo responda melhor na hora do exercício principal, mas o
desenvolvimento dessa flexibilidade se dá com exercício de
alongamento feito (aula de alongamento) específica numa seção
separada da rotina de exercícios normais.

A Musculação Diminui a Flexibilidade? Uma das dúvidas também freqüentes nas academias é
saber se o treinamento de força diminui a flexibilidade de quem já
tem por causa do aumento do tamanho do músculo.
Qualquer atividade
física, seja ela qual for, exige uma mobilidade articular mínima. O
sujeito sedentário quando passa a praticar um exercício qualquer
começa a forçar naturalmente novos limites de amplitude, por vezes à
custa de umas "doreszinhas" aqui e outra ali. O exercício com peso
aumenta a flexibilidade articular de quem já tinha alguma limitação
pela falta de uso. Quem já tem uma flexibilidade normal, o exercício
com peso não diminui essa qualidade física e as provas não são
novas. Massey e Chandet em 1956, já demonstravam que o treinamento
com peso não provoca a diminuição da flexibilidade além de até a
amplitude articular poder aumentar.
Outro estudioso no
assunto com quem tive a oportunidade de fazer cursos é o Doutor em
Medicina José Maria Santarém. Ele justifica que a musculação aumenta
a quantidade de tecido conjuntivo, tecido esse viscoso e elástico
que recobre as fibras musculares. Se aplicarmos uma determinada
força num músculo hipertrofiado e a mesma força for aplicada no
músculo não treinado, o primeiro alonga mais. O que "estica" mais?
Um elástico grosso ou um fino de mesmo tamanho? A maior prova disso
são os vários trabalhos mostrando que levantadores olímpicos têm
flexibilidade acima da média. Claro, não podemos confundir aqueles
homens enormes com hipertrofia exagerada que chegam a andar todo
duro por conta da limitação da flexibilidade articular, em função
das condições anatômicas. Ou seja, o músculo fica tão grande que não
cabe no seu espaço anatômico. Vale lembrar que se a hipertrofia
encurtasse o músculo, por mais alongamento que fizessem não
conseguiriam aumentar a flexibilidade. Em tese, a musculação pode
até ser oposto ao alongamento, mas as fibras musculares mais fortes
alongam mais.
Outro fato que
contraria a flexibilidade é a questão da postura. Alguns alunos
adotam uma postura cifótica (corcunda) para contrair mais o peitoral
se “achando” o homem mais forte do mundo. Acabam adquirindo lesões.
Para Refletir:
Não podemos confundir seriedade e dedicação com obsessão. O sujeito
sério tem seus momentos informais em convívio social. O obsessivo é
um chato. Moraes 2010.
Sobre a Ética:
Podemos reconhecer imediatamente um profissional ético quando ele
demonstra dedicação em tudo que faz, até nas coisas que parecem não
ter importância nenhuma. Moraes 2010.
Cartas para:
lcmoraes@compuland.com.br
Luiz Carlos
de Moraes CREF1 RJ 003529
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Terrazul
Informática Ltda
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