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Tudo que o corredor mais
deseja é correr cada vez mais rápido e para que isso aconteça de
modo seguro existem os vários métodos cujo objetivo é desenvolver a
melhor velocidade possível de cada um dentro das suas possibilidades
e características genéticas. Um desses métodos explorando a
velocidade natural possível de cada um é o chamado Fartleck
traduzido como jogo de velocidade desenvolvido na Suécia nos anos 30
que pode ser executado tanto na pista, na esteira ou na rua de
diversas formas. Pode ser com velocidades e distâncias variadas
pré-determinadas, com variação de velocidade em determinados trechos
de um percurso ou com um grupo de corredores que tenham velocidades
próximas fazer um jogo de revezando de liderança de tempos em tempos
similar ao que fazem os ciclistas na estrada. Essa última versão, em
minha opinião é a que mais se aproxima do verdadeiro “jogo de
velocidade” ficando as outras mais parecidas com o tradicional
treinamento intervalado. No revezamento de liderança primeiro
divide-se o grupo em mais ou menos três pelotões por velocidades de
prova. Os iniciantes, os intermediários e os avançados. Os grupos
então saem para correr juntos e depois de uns dois ou três minutos
de aquecimento um elemento avança à frente até uns 50 metros e os
outros aceleram para juntar o grupo todo de novo. Faz-se um descanso
correndo todos numa velocidade mais confortável por dois minutos e
aí novamente outro corredor avança por 50 metros e tudo se repete.
Vale lembrar que nesse jogo as regras não são totalmente rígidas
podendo as distâncias de avanço e o tempo de descanso variar
conforme a disposição do grupo e/ou determinado trecho do percurso
ser mais agradável. Todos nós corredores em qualquer trajeto sempre
temos os trechos que gostamos mais ou menos conforme a planimetria,
a paisagem, o piso regular ou local que ofereçam mais ou menos
riscos de torções e atropelamentos.
As vantagens desse método
é o desenvolvimento natural da velocidade, o condicionamento
cardiovascular e o emagrecimento para quem está envolvido e/ou
preocupado com isso. O Fartleck na verdade acaba simulando situações
que de fato acontecem dentro de uma prova. O tempo todo seja qual
for a velocidade estaremos sempre junto a vários outros corredores
querendo chegar um na frente do outro.
Diversas
vezes passamos por um corredor e ele logo reage, passa à frente
permanece por alguns minutos depois o alcançamos de novo e essa
disputa vai assim até o final. Quando chegamos perto de um
adversário dentro da prova, passar por ele exige alguma técnica e/ou
esperteza. Em primeiro lugar devemos chegar o mais próximo sem
chamar a atenção dele. Em segundo lugar é avaliar como está o nosso
nível de cansaço e se possível comparar com o dele pela respiração
e/ou preocupação com você por ter chegado tão próximo. Se o nosso
nível de cansaço estiver alto é preferível ficar por algum tempo
perto do adversário descansando, por assim dizer, sem oferecer
perigo de ultrapassagem. No momento em que decidimos ultrapassar
isso tem que ser de uma vez só sem demonstrar cansaço mesmo que
estejamos “morrendo”. Ele não pode saber disso. A partir daí a
vantagem do momento psicológico será dele por estar depois da gente
esperando uma oportunidade de reagir e não tem nada a perder. Se
olharmos para trás aumentará ainda mais a vantagem dele porque
estaremos sinalizando a preocupação com ele podendo criar coragem de
reagir. No Fartleck isso pode ser treinado correndo lado a lado com
outro corredor de mesmo nível. Diminua um pouco a velocidade e passe
o mais rápido possível por ele até uns metros à frente. Depois é a
vez dele fazer isso.
O volume de treinamento do
Fartleck é outro motivo de preocupação devendo ser de acordo com a
especialidade ou objetivo da prova pretendida ficando mais ou menos
em dois terços da prova. Por exemplo. Para uma corrida de 6 km, mais
ou menos 4 km seria o ideal ficando os outros dois para aquecimento
e desaquecimento. Para uma maratona com seus 42,195 metros são
necessários mais ou menos 14 km numa seção de treino de Fartleck sem
desconsiderar o volume total semanal e os métodos de cada dia da
semana que também devem ser adequados.
Claro, tem aqueles que
preferem ficar sempre na mesma velocidade mantendo o mesmo ritmo.
Nada contra, mas a maioria em algum momento da prova sempre vai
aumentar o ritmo e para fazer isso é preciso estar treinado.
Para Refletir:
Todo o ouro do mundo não compra a moral e o caráter de uma pessoa.
Ganhar dinheiro com trabalho honesto faz muito bem, mas é preciso
saber o quanto não é demais a ponto de perder a tranqüilidade com
medo de perder o que ganhou.
(Moraes 2011)
Sobre a Ética: O ser humano tem corpo e
o livre arbítrio de conduzir o seu espírito honesto e trabalhador.
Um ser humano sem ética tem corpo e um espírito de porco. (Moraes
2011).
Cartas para:
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Luiz Carlos de Moraes CREF1 RJ 003529
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