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Sem dúvida o que mais preocupa numa sala de musculação e/ou a
prática de exercícios físicos é o número crescente de lesões que vem
ocorrendo em cada ano.
Algumas pesquisas bem conduzidas dão conta que as lesões exigindo
tratamento de pronto-socorro nos últimos dez anos cresceram na ordem
de 35% e cerca de 1 em cada 4 registros se refere ao mau uso ou
abuso de equipamento de musculação sem contar com os equipamentos
ultrapassados.
Um dado bastante interessante se refere à faixa etária. Os homens
com mais de 60 anos e mulheres com mais de 40 já superam os mais
jovens cujos registros de lesões diversas também não são baixos.
Claro, isso tem uma explicação. O número de praticantes em todas as
faixas etárias cresceu muito nos últimos anos haja vista a
quantidade de novas academias abertas em todos os estados.
Acompanhando essa demanda aumentou a consciência no idoso de que a
atividade física é fundamental visando a qualidade de vida,
prevenção de doenças e independência funcional vastamente divulgada
nos principais jornais, telejornais e revistas especializadas.
Lesões de qualquer natureza podem ocorrer em qualquer pessoa devido
à má postura nas tarefas diárias associadas à fraqueza muscular,
sobrepeso e/ou má formação durante o desenvolvimento. Na musculação
dentro de academia a responsabilidade maior quase sempre é do
profissional de Educação Física uma vez que ele é o responsável por
tudo que acontece dentro da sua área de atuação.
Notam-se também nesses índices muitas lesões ocorrendo por acidente
principalmente pela não observância das regras de segurança ao
montar e desmontar anilhas e/ou preparação de equipamento. Mais uma
vez vale salientar que a responsabilidade do profissional vai desde
a execução do exercício até a correta utilização dos aparelhos e
orientação dos riscos de acidente que possam ocorrer.
As outras lesões acontecem pela tentativa de ficar forte e/ou
emagrecer em pouco tempo ultrapassando os limites genéticos muitas
vezes em perseguição ao modelo estético fora da realidade amplamente
divulgado em revistas.
Cada modalidade esportiva tem as suas contusões características
normalmente associadas ao tipo de solicitação motora. O treinamento
com peso, se bem orientada por profissionais habilitados, é
considerado uma das atividades mais seguras mesmo em competições de
alto nível. No fisiculturismo pesquisas mostram que menos de 1% dos
atletas chegam ao topo com histórico de lesões sérias. São atletas
que seguem ao longo de suas carreiras orientações rigorosas de seus
treinadores. Se compararmos com o futebol, ou mesmo com o atletismo,
os números podem ser quase insignificantes. Um maratonista, por
exemplo, para chegar a uma competição Olímpica dificilmente não traz
na sua bagagem, uma lista de contusões do tipo, tendinites,
distensões, contraturas, fraturas por estresse entre outras, mesmo
bem orientados. Um levantador Olímpico também na sua bagagem traz
uma lista de contusões, porém muito menores.

Assim como no atletismo a preocupação é com as pernas, onde acontece
o maior número das contusões, quem se dedica a levantar peso, deve
atentar para a coluna lombar, local onde se origina a maioria dos
problemas. Entre dores musculares, articulares, tendinites,
distensões e contraturas nas diversas partes do corpo, 44 a 50%
atingem a coluna lombar. Portanto, se o atleta dedicar atenção á
postura, respiração, reforço dos músculos eretores da coluna, carga
compatível com a aptidão e descanso adequado terá um índice
baixíssimo de problemas na sua vida atlética.
Um outro estudo mostrou um dado igualmente preocupante. Lesões em
pessoas que fazem exercício em casa sem orientação nenhuma e em
crianças que se machucam com acessórios de ginástica também em casa.
Na Internet está cada vez mais fácil comprar equipamentos de
ginástica e essa venda aumentou substancialmente. Não basta só
comprar o equipamento. É preciso saber “onde” instalar “quando” e
“como” usar. Orientações básicas que qualquer profissional de
Educação Física pode ser consultado.
Como já citado, na academia a responsabilidade é sempre do
profissional habilitado cujo número tem sido pequeno para orientar
tantos alunos principalmente em horários de pico. Além disso, a
profissão já pede especialização e experiência em cada área. Quem
diz entender de tudo um pouquinho na realidade entende pouco em
quase tudo.
Para Refletir:
É sempre melhor se
arrepender de ter feito do que não ter feito. Pelo menos a gente
sabe se valeu ou não à pena. Quem não tenta, não faz, não aprende e
não realiza nada. (Moraes 2010)
Sobre a Ética: Perguntar aos outros
sobre suas atitude é bom. Ficar escravo da opinião dos outros é que
não é bom. (Moraes 2010).
Cartas para:
lcmoraes@compuland.com.br
Luiz Carlos de Moraes CREF1 RJ 003529
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