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Prof. Luiz Carlos de Moraes

  • Profissional de Educação Física habilitado pelo CREF1 (Conselho Regional de Educação Física da 1ª Região RJ / ES) de acordo com a lei 9696 de 1 de setembro de 1998.

  • Atleta fundista há 28 anos.

  • Treinador de atletismo há 16 anos.

  • Em Petrópolis orienta maratonistas, dirige a equipe L.C.M.

  • Exerce a função de Personal Trainer.

  • Em academia ministra aulas de step, ginástica localizada, alongamento e relaxamento.

  • Sócio Proprietário da Academia Qui Si Sana.

  • É colunista de Fisiologia do Exercício do jornal Tribuna de Petrópolis alimentada semanalmente.

  • É colaborador e consultor de fisiologia de vários sites na internet.

  • Na Petrobras coordenou um programa antiestresse, ministrando aulas de step, alongamento, relaxamento e orientou muitos atletas.

  • Em eventos de Saúde e Qualidade de Vida ministra palestras sobre atividade física e controle do estresse.

  • É o editor do site http://www.noticiasdocorpo.com.br/

  • Registro CREF/1 RJ 003529

FAZER EXERCÍO COM MÚSCICA PODE SER MUITO BOM OU UM INFERNO

A música faz parte de todas as manifestações culturais da raça humana e tem a facilidade de mexer com os nossos sentimentos nos transportando ao passado ou levando-nos a sonhar. É capaz tanto de estimular ou até irritar dependendo do ritmo ao gosto de cada um ou da altura que resolvemos ouvi-la. Uma música boa, se muito alta pode se tornar chata e na atividade física vem sendo pesquisada há muito tempo.

Nos anos 60, Kenneth Cooper experimentou fazer saltitos e corrida estacionária com música. Depois disso, a Dra. Phyllis Jacobson, professora de Educação Física da Brigham Young University de Utah (EUA) e a professora de dança Jacki Sorensen, criaram uma ginástica de solo dançada. Foram os primeiros passos na Ginástica Aeróbica, a precursora de todas essas novidades coreografadas de academia. Qualquer atividade física fica melhor com música desde que seja no ritmo e principalmente gosto de quem está fazendo a atividade.

Ainda na Era Cooper o alemão Liptak publicou um artigo analisando o efeito da música “pop” na freqüência cardíaca, na pressão arterial, durante o repouso, o exercício e na recuperação, concluindo haver boa correlação entre os efeitos fisiológicos e os psicológicos. Autores como Becker et. al. -1994, Brownley – 1995 entre outros, analisaram as respostas fisiológicas associadas a ritmos musicais diferentes. Becker verificou respostas positivas nas caminhadas relacionadas a ritmo mais forte concluindo que uma pessoa pode andar ou correr mais. Szmedra & Bacharach – 1998 concluíram que além do sujeito correr mais sob efeito da música, o esforço psicobiológico pode ser menor. Ele comparou testes ergométricos em esteiras visando medir VO² Máximo em corridas submáximas com e sem música e as respostas de FC, PA, Duplo-Produto e acúmulo de lactato foram menores com música.

Tudo isso só corrobora o que na prática já se faz nas academias. Entretanto, o prazer pode se transformar em tortura se a música não estiver na altura certa medida em decibéis ou o ambiente não estiver de acordo. Tem sido constatada em consultórios médicos queixa otológica tais como zumbido, sensação de ouvido tapado por parte de professores e alunos vítimas de som muito alto nas academias. O limite de tolerância do homem a ruídos contínuos e intermitentes, estabelecido pelo Ministério do Trabalho, é de 85 decibéis por 8 horas diárias. Pessoas que trabalham em ambientes sonoros, como é o caso dos professores, podem ficar surdas. O padrão estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para o ouvido humano é de 70 decibéis.

Um interessante trabalho publicado na Internet, da autoria de Maria José Deus e Janice Brites feito em 14 academias de Florianópolis – SC constatou que a maioria trabalha com valores sonoros acima do permitido por lei e recomendado na preservação da saúde, além de muitas das salas de ginástica não serem adequadas no que se refere ao tratamento acústico. O resultado disso é que as vítimas têm sido os próprios professores onde a maioria apresenta problemas auditivos e vocais por ficarem competindo com o som muito alto achando que isso é uma aula boa.

Ambientes com altos índices de reverberação cansam as pessoas deixando-as irritadas e estressadas. Ora, se as pessoas vão às academias justamente para relaxar e desestressar encontrando um ambiente desfavorável acabam desistindo e engrossando a lista da rotatividade. Cabe aos professores usar o bom senso em escolher bem as músicas e conhecimento fazendo o “Be A Ba”. Plano de aula! Quando uma aula é bem elaborada, pensada, os exercícios escolhidos seguindo uma ordem lógica de execução, baseada em método e música com BPM e frase musical corretos para o pretendido, os alunos fazem a aula toda sem cansar. Muitos podem não saber o porquê da aula ter sido boa, mas sabem que não fizeram uma salada de exercícios. Nas atividades coreografadas como a ginástica aeróbica, jump e o step isso é fundamental. Não menos importante é a escolha da trilha sonora nas aulas de spinning e running seguindo uma progressão pedagógica. Vale lembrar que o gosto deve ser o do aluno e não do professor que deve ter bom senso sugerindo as opções. Enfim, vale o adágio popular. Dançar de acordo com a música é muito bom. Malhar também.

Para Refletir: Ser honesto hoje em dia você pode até achar que não se ganha nada com isso, mas com certeza também não se perde nada. (Moraes 2010)

Sobre a Ética: Pergunte a você mesmo o que faria se nunca fosse descoberto? A resposta reflete a sua verdadeira personalidade. (Moraes 2010).

Cartas para: lcmoraes@compuland.com.br

Luiz Carlos de Moraes CREF1 RJ 003529

 

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