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Empresários inteligentes vêm buscando alternativas para diminuírem o
custo com despesas médicas e/ou afastamentos de empregados
acometidos por doenças do trabalho justamente quando esses têm mais
experiência profissional. A perda é tanto do empregado como do
empresário. Medidas simples podem ser adotadas tais como,
rotatividade nas funções, treinamentos periódicos sobre ergonomia,
saúde e segurança no trabalho, incentivo à atividade física, postos
de trabalho adequados e implantação da ginástica laboral, uma
atividade física simples cujo objetivo é o relaxamento com alguns
alongamentos e principalmente quebrar a rotina do ambiente tanto de
quem trabalha sentado digitando, fica em pé ou abaixando e
levantando carregando mercadoria. A L.E.R. (Lesões por Esforços
Repetitivos), é uma doença, cujos índices aumentaram muito atingindo
diretamente os digitadores e as dores nas costas, coluna e problemas
circulatórios atinge quem trabalha em pé, abaixando e levantando.
Claro que o empregado não deve ser obrigado fazer a ginástica
laboral, mas quando eu ministrava essa atividade numa grande empresa
provocava um alvoroço tão grande que incomodava quem não queria
fazer. Aí essas pessoas se ausentavam indo tomar um café, fazer xixi
e depois de encerrada a ginástica voltavam. Não me importava porque
o objetivo era esse mesmo. Quebrar a rotina no ambiente de trabalho
e todos se beneficiavam inclusive quem não fazia porque saía, andava
e se mexia pensando em outra coisa.

Apesar de simples a ginástica laboral deve ser adequada a cada tipo
de trabalho em função das posturas adotadas e problemas de saúde a
que estão sujeitos. Por isso, o profissional de Educação Física deve
ter conhecimento mais amplo nas áreas de fisiologia do exercício,
ergonomia, técnicas de relaxamento, alongamento, segurança do
trabalho, medicina ocupacional, massagem e dinâmica de grupo. Não é
simplesmente trazer a filosofia de academia para os postos de
trabalho porque o objetivo é outro. Se o profissional tiver ainda
uma visão gerencial, melhor ainda porque fica mais fácil negociar
com os gerentes. Depende deles “comprar a idéia” da Ginástica
Laboral. Se eles não forem convencidos o projeto não emplaca e para
convencê-los é preciso falar a mesma linguagem com números. Isso
implica conhecer o foco, o ramo de negócio, o perfil e a cultura da
empresa que o profissional de Educação Física se candidata a prestar
serviços. Implica ainda conhecer as leis trabalhistas, estar
atualizado com o programa da Qualidade e mostrar para seu cliente a
tendência atual de mercado das empresas em desenvolvimento.
Empregados satisfeitos rendem mais, são mais prestativos e
colaboradores.
Uma idéia que não costuma dar bons resultados é o empresário
dispensar os serviços profissionais e continuar a Ginástica Laboral
com os chamados multiplicadores que são empregados da própria
empresa sem habilitação em Educação Física, achando com isso estar
economizando. Além disso, se caracterizar exploração de mão de obra
barata e exercício ilegal da profissão, o suposto barato pode sair
muito caro. O empregado se demitido ainda pode requerer na Justiça
os direitos de acúmulo e/ou desvio de funções e no caso não faltarão
provas. Sem formação e informação os multiplicadores poderão estar
contribuindo com um risco ainda maior na saúde dos empregados.
Trabalhos bem conduzidos mostraram que a Ginástica Laboral orientada
por profissional habilitado reduz os problemas relacionados a dores,
desanimo, falta de disposição, insônia, irritabilidade, promovendo
qualidade de vida. Quando a orientação é feita somente por
multiplicadores o programa fica muito limitado e o empresário não
tem como cobrar resultado. Os multiplicadores são muito úteis desde
que estejam sob responsabilidade e orientação de um profissional de
Educação Física. Melhor ainda se esse programa estiver composto por
uma equipe multidisciplinar de saúde. Determinados problemas podem
ser avaliados e tratados individualmente sem afastamento do
empregado. Empresários inteligentes investem na força de trabalho.
Trabalhe para viver... não para morrer!!!
Para Refletir: O segredo de ser bem
lembrado no trabalho é executar bem as tarefas. Se fizer com prazer
ninguém precisa ficar cobrando. (Moraes 2010)
Sobre a Ética: Desde que eu era
pequenininho eu ouço falar em bem e mau, anjo e diabo. Todo trabalho
traz benefício para a sociedade e os anjos dizem amém. O diabo só se
dá bem com as pessoas desocupadas. (Moraes 2010).
Cartas para:
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Luiz Carlos de Moraes CREF1 RJ 003529
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