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Prof. Luiz Carlos de Moraes

  • Profissional de Educação Física habilitado pelo CREF1 (Conselho Regional de Educação Física da 1ª Região RJ / ES) de acordo com a lei 9696 de 1 de setembro de 1998.

  • Atleta fundista há 28 anos.

  • Treinador de atletismo há 16 anos.

  • Em Petrópolis orienta maratonistas, dirige a equipe L.C.M.

  • Exerce a função de Personal Trainer.

  • Em academia ministra aulas de step, ginástica localizada, alongamento e relaxamento.

  • Sócio Proprietário da Academia Qui Si Sana.

  • É colunista de Fisiologia do Exercício do jornal Tribuna de Petrópolis alimentada semanalmente.

  • É colaborador e consultor de fisiologia de vários sites na internet.

  • Na Petrobras coordenou um programa antiestresse, ministrando aulas de step, alongamento, relaxamento e orientou muitos atletas.

  • Em eventos de Saúde e Qualidade de Vida ministra palestras sobre atividade física e controle do estresse.

  • É o editor do site http://www.noticiasdocorpo.com.br/

  • Registro CREF/1 RJ 003529

A GINÁSTICA LOCALIZADA NÃO SAI DE MODA

Fale quem quiser falar. Nas academias já inventaram de tudo em termos de atividade física sempre com o objetivo de tentar atrair um público cada vez mais ávido por mudanças. As novidades aparecem e depois desaparecem, mas a musculação e a boa e antiga ginástica localizada nunca sai de moda porque não tem como fugir dela.

A primeira academia que se tem notícia surgiu na Rua Duvivier em Copacabana. Quem é da área e ainda não tem cabelos brancos como eu pelo menos algum dia já ouviu falar em ginástica sueca que foi um grande trampolim para o que se conhece hoje. Per Henrik Ling (1766-1839) levou para a Suécia as idéias do alemão Guts Muths após contato com o instituto de Nachtegall. Ling dividia sua ginástica em quatro partes: a pedagógica, voltada para a saúde evitando vícios posturais e doenças, a militar incluindo o tiro e a esgrima, a médica baseada na pedagógica evitando também as doenças e a estética preocupada com a graça do corpo que parece imperar até hoje. Alguns fundamentos ideológicos de Ling ainda valem tais como o desenvolvimento harmônico e racional, a progressão pedagógica da ginástica e o estado de alegria que deve imperar numa aula. Claro, isso depende muito do austral e o carisma do profissional de Educação Física.

A ginástica localizada parece evoluir por década. Nos anos 60 e 70 recebia a influência da Calistenia, do grego Kallos (belo), Sthenos (força) acrescentado o sufixo “ia” segundo Marinho (1980). Nos anos 80 foi a vez da Ginástica Aeróbica de Alto Impacto invadir as academias com músicas e coreografias alucinantes. O ímpeto somado à falta de conhecimento da época deixou muita gente lesionada. Substituída pela de Baixo Impacto ainda no final da década de 80 também não emplacou por muito tempo porque na década de 90 veio o step evitando os erros do passado.

Hoje, a localizada segue a fundamentação teórica da musculação e não dá para fugir disso, apesar das várias tentativas de monopolizar o treinamento e/ou a metodologia da Educação Física pelos programas prontos do Body Systems acompanhado de um Marketing muito forte. É preciso estar atento a isso porque o profissional de Educação Física brasileiro é infinitamente criativo e não precisa de programas prontos feitos receita de bolo.

A ginástica localizada segue princípios e progressão pedagógica para não virar uma salada de exercícios. Para isso, tem plano de aula visando os objetivos a serem alcançados, as valências físicas a serem desenvolvidas, os grupamentos musculares a serem trabalhados, acessórios utilizados e trilha sonora com BPM musical bem escolhido.

As vantagens da localizada são muitas, entre elas a de desenvolver os grupos musculares de forma harmoniosa. As academias estão cheias de novidades, mas a musculação e a ginástica localizada nas suas essências são eternas.

Outra vantagem da localizada é de poder atender a vários objetivos dos clientes tanto os que procuram a atividade para emagrecer, desenvolver força, resistência muscular localizada ou simplesmente atender aos apelos estéticos. É perfeitamente possível, com alguma limitação, aumentar a força e a massa magra manipulando a carga, a repetição e a velocidade de execução. Para isso é importante usar músicas com BPM baixo como as usadas nas aulas de Street Funk com 112 BPM dando ritmo lento à execução.

Para quem se preocupa com as calorias, trabalhos bem conduzidos com o uso de um analisador metabólico mostraram que gasto médio da ginástica localizada fica entre 350 a 500 Kcal/hora. Claro, depende do fundamento da aula, intensidade, carga, ritmo e peso corporal de cada um. Como geralmente as aulas são dinâmicas aplicando o método Alternado por Segmento, cujo princípio é não parar, o gasto de calorias presume-se ser até mais alto. No mais, é curtir essa atividade que pelo menos tem fundamento e qualquer invenção, querendo ou não, tem que partir dos exercícios ginásticos mais simples e mais antigos usados na ginástica localizada. A diferença do hoje para o ontem é que alguns exercícios que fazíamos os estudos mostraram serem nocivos principalmente à coluna lombar. Não dá para reinventar a roda. Dá para aperfeiçoar.

Para Refletir: Não podemos planejar o futuro sem rever o passado. Os erros servem como lição, os acertos devem ser aperfeiçoados. (Moraes 2010)

Sobre a Ética: Estudar e se aperfeiçoar é importante, mas se não colocar em prática não adianta nada. Os doutores demonstram suas teorias a partir das coisas que alguém colocou em prática. (Moraes 2010).

Cartas para: lcmoraes@compuland.com.br

Luiz Carlos de Moraes CREF1 RJ 003529
 

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