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- Agora só vou comprar
para você coca-cola zero!
- Ah pai... Mas eu não
gosto de coca-cola zero!
- Não interessa. Você está
engordando muito!
Esse é um dos papos de
praia que ouvi pertinho de mim. Estava ali uma família de quatro
pessoas sendo dois adultos mais duas crianças. O pai era um daqueles
“Homo Barrigudus” que citei na matéria anterior. Sentado numa
daquelas cadeirinhas de praia exibindo uma bela barriga trazia todo
o aparato de praia: guarda-sol, cadeirinhas, toalhas, filtro solar e
uma mesinha que em momento algum ficava vazia cheia de tudo que se
vende na praia para comer e beber. Tudo “engordaight”. O garoto
também já exibia uma bela barriguinha. Brincava na água e a toda
hora vinha na tal mesinha comer o que tivesse e beber uma coca-cola.
O que me chamou a atenção
não foi o fato da comilança e nem o pai dizer que o garoto ao
término das férias iria passar a beber somente coca-cola zero
querendo dizer que somente o garoto, precisava emagrecer.
Esse é o problema. Um dos
motivos das crianças hoje em dia estarem com sobrepeso a culpa não é
delas. E sim da família que as educaram comendo muito e fazendo
pouca atividade física. Como pode um pai exigir que o filho emagreça
sem exemplos dentro de casa? Como pode uma criança ser privada de
alimentos que engordam se a geladeira está cheia deles. Qualquer
tentativa de emagrecimento tem grande chance de dar errado se a
família não ajudar. – “Quem tá fazendo regime é você”!
De
modo geral há uma tendência da gente também acreditar que o excesso
de comida venha a ser o principal fator da obesidade. Sabe-se que
não é bem assim porque se assim fosse, bastaria uma redução e/ou um
controle alimentar qualquer as pessoas emagreceriam com a maior
facilidade. Umas têm muita facilidade de engordar enquanto outras
engordam e emagrecem com a maior tranqüilidade. Sem dúvida nenhuma
existem outros fatores, tais como os genéticos, ambientais, sociais
e provavelmente raciais. Uma família de gordos, certamente tem
hábitos e valores incorporados, que se tiver um magro no meio estará
fora de sintonia. Vale ressaltar também que distúrbios hormonais,
segundo dados da O. M. S. (Organização Mundial de Saúde) e as fontes
citadas por McArdle, raramente são apontados como a causa principal.
Pode sim, é a obesidade gerar uma série de distúrbios hormonais. Ou
seja, não é o distúrbio hormonal o causador, e sim a obesidade a
causadora dos supostos distúrbios vindo em cascata.
Há alguns anos fala-se na
mutação de um tal gene chamado OB como responsável pela obesidade.
Com base em pesquisas com ratos, constatou-se que esse gene tem ação
direta numa proteína, descoberta em 1994, produzida no tecido
adiposo e transportada pela circulação sangüínea para o cérebro
chamada de Leptina (Do Grego Leptos significando magro) ou
simplesmente OB. Sua ação é controlar a saciedade de acordo com a
quantidade calórica dos alimentos ingeridos para manter o nível de
gordura corporal. É como se fosse, por assim dizer, uma válvula
instalada no hipotálamo regulando a ânsia de comer. A leptina quando
injetada em camundongos mostrou-se capaz de reduzir o peso corporal
e o tecido adiposo. Aquele sujeito que costumamos dizer: “não
engorda de ruim”, especula-se ter uma boa produção de leptina. As
pessoas obesas teriam o gene OB defeituoso a tal ponto de nunca se
sentirem saciadas e comerem compulsivamente. De certa forma esse
gene OB vem lá dos nossos ancestrais que corriam atrás da caça, mas
não sabiam quando iriam comer de novo. Assim o corpo guardava
energia em forma de gordura para resistir um longo período sem
alimento.
Essa teoria de acúmulo de
gordura como forma de conservação de energia visando à preservação
da vida também se manifesta no recém-nascido chegando a 16% do peso
corporal. De fato. Quando vemos um bebê rechonchudo geralmente
associamos à saúde ao contrário de um bebê prematuro com pouco peso
necessitando de cuidados especiais. À medida que vamos crescendo o
corpo tem necessidade de atividade física e menos gordura corporal
embora ela seja a principal responsável pela capacidade de
resistência do corpo.
Desejar que seu filho
emagreça, dê o exemplo. Os hábitos de vida saudável deve mesmo
começar cedo, pois como diziam nossos avós: “é de pequenino que se
torce o pepino”.
Para Refletir:
No banheiro todo mundo faz alguma coisa além de tomar banho. Muitas
vezes é lá que surgem as boas idéias, mas somente as colocadas em
prática.
(Moraes 2011)
Sobre a Ética:
Ninguém quer ir para o inferno, mas se você está indo na direção
dele faça alguma coisa para mudar a direção. Qualquer uma é melhor
do que nenhuma. (Moraes 2011).
Cartas para:
lcmoraes@compuland.com.br
Luiz Carlos de Moraes CREF1 RJ 003529
Terrazul
Informática Ltda
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