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Prof. Luiz Carlos de Moraes

  • Profissional de Educação Física habilitado pelo CREF1 (Conselho Regional de Educação Física da 1ª Região RJ / ES) de acordo com a lei 9696 de 1 de setembro de 1998.

  • Atleta fundista há 28 anos.

  • Treinador de atletismo há 16 anos.

  • Em Petrópolis orienta maratonistas, dirige a equipe L.C.M.

  • Exerce a função de Personal Trainer.

  • Em academia ministra aulas de step, ginástica localizada, alongamento e relaxamento.

  • Sócio Proprietário da Academia Qui Si Sana.

  • É colunista de Fisiologia do Exercício do jornal Tribuna de Petrópolis alimentada semanalmente.

  • É colaborador e consultor de fisiologia de vários sites na internet.

  • Na Petrobras coordenou um programa antiestresse, ministrando aulas de step, alongamento, relaxamento e orientou muitos atletas.

  • Em eventos de Saúde e Qualidade de Vida ministra palestras sobre atividade física e controle do estresse.

  • É o editor do site http://www.noticiasdocorpo.com.br/

  • Registro CREF/1 RJ 003529

O COMBUSTÍVEL DA MUSCULAÇÃO

Essa é o tipo de pergunta que ainda recebo com certa freqüência. A gente ainda encontra artigos na Internet falando que durante os exercícios aeróbios o principal combustível do corpo é o carboidrato e só depois de 30 minutos o corpo gasta gordura. Qual seria o tempo máximo de exercício aeróbio de media intensidade sem que haja perda de massa magra e sim perda de gordura? Posso fazer musculação e exercício aeróbio sem perder músculo?

Esse é mais um mito que infelizmente ainda ronda o mundo da atividade física. O corpo não tem uma espécie de torneirinha que abre e fecha para gastar mais ou menos carboidratos com “x” minutos e depois fecha para gastar gordura como apregoam por aí dizendo que o corpo só começa a gastar gordura depois de 30 minutos. Ledo engano. Em princípio no início de um exercício aeróbio o corpo usa mais carboidrato do que gordura mas cada um tem seus limites na medida em que são mais ou menos treinados. Depois de certo tempo, variável para cada um, o corpo começa a gastar mais gordura, mas em determinado tempo passa a economizar também a gordura, por assim dizer, a título de preservação dos órgãos vitais e vai buscar combustível na proteína muscular induzindo um processo conhecido por catabolismo que é a perda de massa muscular. Talvez seja essa a razão dos maratonistas não adeptos à musculação serem tão magros. E como sempre comento e defendo é importante encontrar tempo para incluir pelo menos duas vezes na semana o treino de musculação ou fazer junto na mesma seção. Mais músculo representa mais oferta de proteína como combustível, menos sofrimento e menos lesões. Mais músculos não prejudica a velocidade da corrida como ainda justificam alguns corredores para não fazer musculação.

É preciso sempre estabelecer qual é o objetivo. Se for emagrecimento as duas atividades são bem vindas em qualquer ordem porque o valor nessa questão é o balanço calórico negativo. Ou seja, a ordem é queimar calorias. É preciso ainda lembrar que a própria musculação por si só também emagrece contribuindo não só com a diminuição do percentual de gordura como também o aumento da massa muscular e a explicação é simples. Os exercícios de metabolismo anaeróbio como a musculação, emagrecem na mesma proporção. A diferença é que na hora do exercício o corpo utiliza o glicogênio muscular como principal fonte de energia. Depois tem que repor e vai buscar nas gorduras proporcionando o emagrecimento. O Dr. José Maria Santarém, uma das autoridades no assunto cita em um de seus artigos que os exercícios anaeróbios propiciam emagrecimento justamente no período pós-exercícios.

Outro fato é que o aumento da massa muscular acelera o metabolismo basal fazendo em longo prazo o corpo gastar mais energia parado. De fato. Os fisiculturistas têm percentual de gordura tão baixo quanto atletas de resistência. Portanto, para emagrecer, tanto faz o cliente ir para a esteira ou bicicleta ergométrica antes, depois da musculação ou mesmo dividir aeróbio antes e depois.  

Agora, quando o objetivo for musculação visando hipertrofia ou desenvolvimento da força, o questionamento pode mudar. Vai depender muito da intensidade e duração da atividade aeróbia antes ou após a musculação. As pesquisas mostram resultados, até benéficos, quando essa atividade não passa de 20 minutos com uma intensidade baixa de 40 a 60% da Freqüência Cardíaca Máxima. Uma intensidade mais alta ou duração maior, a solicitação motora pode ser contraditória ao desenvolvimento da força ocorrendo o que se conhece em Fisiologia por catabolismo. Existem trabalhos comparando atividade aeróbia de 20 com 40 minutos sendo favorável à primeira hipótese. Veja as conclusões de estudos de treinamento simultâneo citadas por Fleck, 99: 1) A força muscular pode ser comprometida, especialmente em ações musculares de alta velocidade, pela execução de treinamento de endurance de alta intensidade. 2) A potência muscular pode ser comprometida pela execução simultânea de treinamento de força e de endurance. 3) O desempenho anaeróbio pode ser negativamente afetado pelo treinamento de endurance de alta intensidade. 4) O consumo máximo de oxigênio não é comprometido pela ação simultânea de treinamento de força e endurance. 5) A endurance não é afetada negativamente pelo treinamento simultâneo. Portanto, está na hora de tentarmos acabar com esses mitos de emagrecimento.

Para Refletir: Quem erra uma vez pode nunca mais cometer o mesmo erro. Quem erra duas vezes poderá errar a terceira vez. Essa é a diferença das pessoas evoluídas e não evoluídas. (Moraes 2010)

Sobre a Ética: A gente só sabe se o cavalo é manso se nele montarmos. A gente só conhece as pessoas se lhe dermos o poder. (Moraes 2010).

Cartas para: lcmoraes@compuland.com.br

Luiz Carlos de Moraes CREF1 RJ 003529
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