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Enfim assistimos uma boa partida de futebol simplesmente porque os
que ficaram na final foram os times que se dedicaram e não foram
para a Copa do Mundo passear e mostraram raça, determinação, coragem
e o verdadeiro comprometimento, palavra que foi tão indevidamente
usada na nossa seleção.
Passada a euforia, recordes, alegrias, tristezas e decepções da Copa
do Mundo o país e o mundo começam a voltar ao seu eixo normal.
Durante o evento especialmente nos poucos dias de jogos do Brasil
que voltou para casa mais cedo, ninguém de sã consciência pode
admitir que a economia como um todo cresceu a não ser alguns poucos
setores de alguma forma ligados ao turismo ou para o país sede, com
certeza um grande negócio em todos os sentidos. Aos trabalhadores
restaram as horas a serem pagas e não viram o time campeão. Para a
próxima Copa vale refletir se vale mesmo à pena toda essa paixão e
tanto sacrifício por nada.
Por aqui, o legado da Copa imagina-se começar a aparecer nas
escolinhas de futebol e também nas academias que acabam sendo uma
extensão desse legado. Há sempre uma tendência das pessoas lembrarem
da atividade física especialmente depois de grandes eventos
esportivos como Olimpíadas, PAN e Copa do Mundo. Muita gente acaba
se matriculando justamente num mês onde as expectativas não costumam
ser boas. Comparado ao mesmo mês do ano anterior já houve até um
crescimento de novas matrículas.
Eis aí mais uma boa oportunidade para os donos desses
estabelecimentos aplicarem corretamente as regras de Marketing
investindo no fato mais importante considerado pelo cliente. A
atenção e uma política de relacionamento calcada na orientação de
atividade física voltada para a Qualidade de Vida uma vez que esse
público é maior que os ávidos pelo modelo estético longe de ser
alcançado. Uma boa oportunidade de não cometerem os mesmos erros,
raízes do problema da rotatividade. Parece ser o lado bom dessa Copa
do Mundo para nós tão desastrosa.
No Brasil a base filosófica da saúde ainda gira em torno da visão
curativa e não a preventiva. O profissional de Educação Física deve
ser o potencial de ação exatamente nessa questão da prevenção. O
público da terceira idade, por exemplo, dada à facilidade de acesso
à informação tem consciência da importância da atividade física como
fator redutor da maioria dos problemas de saúde, tais como diabetes,
hipertensão arterial, obesidade, osteoporose e etc. O sedentarismo
sem dúvida nenhuma é um fator de risco a essas doenças e na falta de
uma política pública e locais adequados de promoção à atividade
física, as academias passam a ser a opção mais viável para as
pessoas se manterem fisicamente ativas.
A população que procura academia ainda pertence em sua maioria à
faixa etária de 20 a 29 anos embora os mais velhos comecem a romper
esse paradigma.
Nem tudo está
perdido. Algumas academias fazem pacotes especiais para atrair não
só a classe da melhor idade, como os casos especiais de obesidade em
parceria com a classe médica e tem dado certo. Os alunos entram para
a academia, fazem avaliação funcional e recebem um programa
específico com objetivo claro de melhorar a saúde e qualidade de
vida. Os grupos especiais quando bem atendidos e integrados ao grupo
social que freqüenta academia costumam ser mais fiéis e isso
representa lucro. Passeios, festas e/ou café da manhã para comemorar
aniversário dos alunos ou destacar aluno padrão, não por beleza e
sim por superação são algumas das atitudes empregadas com êxito que
temos visto nos empresários com visão.
É
preciso superar desafios como fizeram alguns atletas e times
inteiros que vimos na Copa do Mundo e mostraram bem isso pra gente.
A derrota faz parte de um jogo de futebol, mas a forma como ela se
apresenta faz toda a diferença. Diferença essa que algumas
delegações ao retornarem aos seus países foram recebidas com festa e
glória porque perderam lutando. Outras foram recebidas com vaias.
O exemplo da garra e determinação para o jogo da vida é o que fica
porque a vida de cada um de nós é cheia de desafios. Infelizmente
esse exemplo nós só vimos nos outros e também, como disse um
importante comunicador da TV. – “Não adianta ficarmos chutando
cachorro morto”. Quem colocou o treinador na seleção continua
intocável. Será que estava mesmo tudo armado para o Brasil perder?
Será que a política da Copa do Mundo que citei aqui há um mês mais
uma vez se estabeleceu? Será a maldição dos “senhores dos anéis que
há anos reinavam nas Olimpíadas”? Será? Assim não tem polvo que
resista!
Para Refletir: O ser humano está vivendo
mais e com isso tendo mais oportunidades de aprender a viver a vida
com dignidade e respeito ao próximo. (Moraes 2010)
Sobre a Ética: Mentir é a coisa mais
fácil de fazer. O difícil é sustentar a mentira tendo que contar
outra para encobrir a primeira. No final das contas o mentiroso fica
tão enrolado e descobre que teria sido mais fácil contar a verdade.
O bom mentiroso precisa ser muito inteligente para não deixar
rastro. (Moraes 2010).
Cartas para:
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Luiz Carlos de Moraes CREF1 RJ 003529
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