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A vez do
leitor
- Gostei da
matéria da semana passada sobre os benefícios do sol principalmente
porque você não disse, como em todo mundo fala, que sol é só até as
dez ou depois das quatro horas. A dica dos cachorros achei ótima e
coerente. Como você falou da osteoporose gostaria que aprofundasse
mais porque acho também um assunto ainda cercado de muitas verdades
e mentiras principalmente quanto à exercício de impacto. Por
exemplo, o impacto da hidroginástica é suficiente como se fala?
Marco Antônio.
Amigo leitor -
Você tem razão quando sugere ser esse assunto ainda muito polêmico.
Entretanto, alguns fatores já são bem estabelecidos e comprovados
pela ciência quando se fala em ganho de massa óssea, como por
exemplo, as ações da gravidade e a muscular. São dois fatores
distintos sendo o primeiro mais importante face algumas pesquisas
citadas em artigos médicos: "Pessoas acamadas, mesmo realizando 4
horas diárias de exercício intenso em cicloergômetro, deitado de
costas, não conseguiram reverter a perda óssea decorrente da
inatividade. Por outro lado, pessoas nas mesmas condições, que
conseguiram apenas ficar de pé por três horas diárias, impediram a
perda óssea".
Nas missões
espaciais, um dos problemas enfrentados tem sido a perda de massa
óssea por falta da gravidade e fazer exercício nessas condições não
tem sido a solução.
No caso da
hidroginástica, existem trabalhos em piscinas rasas, mostrando que o
impacto gerado com a água na altura do meio de peito, guardada as
devidas proporções, pode ser comparado ao ato de caminhar em terra
firme. Isto porque o peso corporal da parte fora d'água, somado aos
movimentos de saltitos, podem se aproximar ao peso do volume de água
responsável pelo efeito do empuxo. Ou seja, existe o impacto e ação
da gravidade.
O processo de
construção e destruição do osso, respectivamente conhecido por
osteoblasto e osteoclasto, assemelha-se ao processo de hipertrofia
onde o músculo ao sofrer uma ação do estresse físico, reage
produzindo hormônios anabolizantes (crescimento). Se o estresse for
muito intenso pode ocorrer o efeito contrário conhecido por
catabolismo. O osso precisa “sofrer” impacto e/ou pressão nas
extremidades para a massa óssea ser estimulada.
Sabendo-se que
os exercícios físicos com impacto estimulam hormônios anabolizantes,
entre ele os sexuais, e que as células osteoblásticas, também são
estimuladas pela ação hormonal, conclui-se o benefício dessas
atividades.
Outro efeito
fisiológico descrito na literatura é com relação ao estímulo
elétrico nesse processo. Sendo a elasticidade uma das propriedades
do tecido ósseo, as forças mecânicas geram uma corrente elétrica no
mesmo sentido da força aplicada conhecida por propriedades
piezoelétricas em função da presença de cristais de hidroxiapatita
causando a migração dos osteoblastos. Ou seja, a ação mecânica gera
corrente elétrica que atrai as células construtoras do osso. Daí a
importância também da musculação e/ou ginástica localizada. Claro, a
hidroginástica pode não ser a atividade mais indicada aos objetivos
de "prevenção" da doença, mas para "fins terapêuticos" para as
pessoas já acometidas, levando-se em consideração a segurança, é bem
adequada. Na caminhada e na corrida entre outros exercícios com
impacto, existe o risco de perda de equilíbrio, tropeços, quedas e a
fratura, nesse caso com recuperação mais demorada. Caiu porque
quebrou ou caiu e quebrou? A maioria dos casos de fratura de fêmur
em função da osteoporose, descritos na literatura médica referem-se
à primeira hipótese. Caiu porque quebrou.
Uma vez
comprovada a melhora da densidade óssea, pode-se passar para a
musculação sendo, por assim dizer, a segunda atividade na escala de
segurança. O risco de quedas proveniente de choque com pessoas
praticamente não existe, a intensidade é controlada e os aparelhos
de hoje oferecem posição cômoda e equilibrada permitindo sobrecarga
em grupos musculares isolados. Enfim, a saúde dos ossos depende de
impacto, ação da gravidade, alimentação adequada e sol como vimos na
semana passada.
IQVM
– O Índice de Qualidade de Vida dos Municípios é medido pelo CIDE
(Centro de Informações e dados do Rio de Janeiro), uma entidade
confiável. Petrópolis, por exemplo, em 1998 era a 7ª melhor cidade
de se viver. Em 2005 caiu para 12º lugar. Se na sua cidade vai haver
segundo turno pense bem em quem votar porque agora são apenas dois
candidatos. O índice de qualidade de vida de um município interfere
de alguma forma na sua vida. Pense bem quando votar porque agora são
apenas dois candidatos. Na maioria das vezes um é da situação e
outro da oposição. É preciso votar mesmo que você não goste de
nenhum dos dois. Depois não terá o direito de reclamar. Para ver a
situação do seu município acesse:
http://www.cide.rj.gov.br/secao.php?secao=8.1.5
Para
Refletir:
“É melhor ser dono de uma moeda do que ser escravo de duas”.
Provérbio grego.
Sobre a
Ética:
Pessoas de bem aprendem e ensinam educação. Quem não aprende por
bem, por mal também não chega a lugar nenhum. Moraes 2008.
Cartas para:
lcmoraes@compuland.com.br
Luiz Carlos de
Moraes CREF1 RJ 003529
Terrazul
Informática Ltda
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