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Prof. Luiz Carlos de Moraes

  • Profissional de Educação Física habilitado pelo CREF1 (Conselho Regional de Educação Física da 1ª Região RJ / ES) de acordo com a lei 9696 de 1 de setembro de 1998.

  • Atleta fundista há 28 anos.

  • Treinador de atletismo há 16 anos.

  • Em Petrópolis orienta maratonistas, dirige a equipe L.C.M.

  • Exerce a função de Personal Trainer.

  • Em academia ministra aulas de step, ginástica localizada, alongamento e relaxamento.

  • Sócio Proprietário da Academia Qui Si Sana.

  • É colunista de Fisiologia do Exercício do jornal Tribuna de Petrópolis alimentada semanalmente.

  • É colaborador e consultor de fisiologia de vários sites na internet.

  • Na Petrobras coordenou um programa antiestresse, ministrando aulas de step, alongamento, relaxamento e orientou muitos atletas.

  • Em eventos de Saúde e Qualidade de Vida ministra palestras sobre atividade física e controle do estresse.

  • É o editor do site http://www.noticiasdocorpo.com.br/

  • Registro CREF/1 RJ 003529

ONDE COMEÇA E TERMINA A MORAL ÉTICA

Vivemos hoje num mundo cada vez mais competitivo onde as pessoas, até por questões de sobrevivência ao sistema, parecem ter esquecido o significado da ética... Mas o que é isso? Ética. Ela se confunde com a moral, ou não?

Para Aurélio Buarque de Holanda, ética é o estudo dos juízos de apreciação referentes à conduta humana suscetível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente à determinada sociedade, seja de modo absoluto.

Ainda para Aurélio, moral é o conjunto de regras de conduta consideradas como válidas, quer de modo absoluto para qualquer tempo ou lugar, quer para grupo ou pessoa determinada.

Para Maria Lúcia Aranha 1993, “considera-se Moral ou Imoral o ato conforme esteja de acordo com a norma estabelecida. No caso da dialética da Moral, o ato só pode ser considerado Moral ou Imoral se o indivíduo introjetou a norma e a tornou sua, livre e conscientemente”. Sanchez 2001 é mais simples e direto. Ética é a teoria ou ciência do comportamento moral dos homens em sociedade.

Vou mais longe. Até onde vai o meu entendimento podemos falar em ética formal e informal. A formal refere-se ás normas escritas, fruto de discussão de um grupo de profissionais, associações, pessoas e etc. do que se considera certo ou errado. Uma vez escrita, todos se obrigam a seguir as regras arcando, a quem ousa desobedecer ao combinado, com as conseqüências.

A ética informal é a que cada um acha ser o certo ou errado de acordo com a educação particular recebida e valores pessoais. Muitas vezes, não condizem com a formal e as pessoas passam a viver às margens da sociedade. Outras fingem aceitar as regras por ser eticamente correto e sobreviver ao sistema.

Sendo assim, mentir seria eticamente correto? Na linguagem dos homens, na ética formal não... E se for para salvar uma vida? Portanto, tudo depende.

O bem, a ação correta, o dever, a obrigação, a virtude, a liberdade, a racionalidade, a escolha. Tudo depende. O que é certo para umas pessoas, para outras pode não ser. Fingir aceitar as regras estabelecidas seria eticamente incorreto, mas para sobreviver ao sistema pode não ser... Depende.

Assim é em todos os segmentos da sociedade. Em casa, no esporte, no trabalho e etc. Em casa alguns filhos aceitam as regras, outros fingem aceitar para continuar “debaixo da asa dos pais” e outros não aceitam e vão embora. Isso vale também para o casal. Estou com ele ou ela porque me convém. No esporte, atletas se dopam e mentem para sobreviver se não forem flagrados passam como heróis satisfazendo o ego mentiroso. No trabalho, as decisões gerenciais estabelecem as regras de conduta e os rumos de uma empresa. Alguns empregados absorvem as novas idéias rapidamente. Ou seja, “vestem realmente a camisa” porque, como se diz no popular, “está no sangue”. Outros fingem ter engolido para sobreviver ao sistema. Afinal! Quem está certo? Quem está eticamente correto? Tudo depende... Geralmente as pessoas se consideram eticamente corretas e falam em moral quando interessa se afastando cada vez mais até dos seus próprios valores. Faz-me lembrar Raul Seixas quando dizia: “Prefiro ser essa metamorfose ambulante a ter aquela velha opinião formada sobre tudo”. O politicamente correto pode não precisar pensar. Basta decorar, seguir as regras e dar as respostas prontas. Não pensa, não reflete, não elabora, não opina, não cria... comporta-se adequadamente “como manda o figurino”. Viver assim vale à pena? Depende... Tudo depende. O cérebro se não for usado também atrofia.

Com regras claras, resultantes de longas discussões, também funcionam os Conselhos Federais de cada profissão e o da Educação Física não é diferente regulamentada em 98. Para quem ainda tem dúvida sobre comportamento com o cliente e os colegas de profissão, não custa muito ler o código de ética. Como o foco da profissão se relaciona com as ciências do Movimento Humano, devemos estar sempre acompanhando a evolução da ciência e não nos prender somente às regras e respostas prontas. Quem simplesmente recebe o diploma achando o suficiente, rapidamente fica para trás.     

Para refletir: Os miseráveis podem ser pessoas sem sorte e não terem tido oportunidades na vida. Miséria maior é a interior formada de modo consciente. Aí, não importa a classe social nem os números da conta bancária. Pessoas evoluídas não atribuem o sucesso somente a elas mesmas. Moraes 2008

Cartas para: lcmoraes@compuland.com.br

Luiz Carlos de Moraes CREF1 RJ 003529

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