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Prof. Luiz Carlos de Moraes

  • Profissional de Educação Física habilitado pelo CREF1 (Conselho Regional de Educação Física da 1ª Região RJ / ES) de acordo com a lei 9696 de 1 de setembro de 1998.

  • Atleta fundista há 28 anos.

  • Treinador de atletismo há 16 anos.

  • Em Petrópolis orienta maratonistas, dirige a equipe L.C.M.

  • Exerce a função de Personal Trainer.

  • Em academia ministra aulas de step, ginástica localizada, alongamento e relaxamento.

  • Sócio Proprietário da Academia Qui Si Sana.

  • É colunista de Fisiologia do Exercício do jornal Tribuna de Petrópolis alimentada semanalmente.

  • É colaborador e consultor de fisiologia de vários sites na internet.

  • Na Petrobras coordenou um programa antiestresse, ministrando aulas de step, alongamento, relaxamento e orientou muitos atletas.

  • Em eventos de Saúde e Qualidade de Vida ministra palestras sobre atividade física e controle do estresse.

  • É o editor do site http://www.noticiasdocorpo.com.br/

  • Registro CREF/1 RJ 003529

POSTURA ÉTICA DO DONO DA ACADEMIA

Essa semana recebi pergunta de um coordenador desejando saber se um aluno que pagou um contrato de uma academia pelo período de 6 meses e usou 3 se teria direito a usar o período que não usou sabendo que o contrato já terminou e havia uma cláusula que facultava o aluno suspender a matrícula quando bem entendesse com devolução dos cheques pré-datados e ele não o fez. Agora o aluno insiste em dizer que tem direito a usar os três meses não utilizados.

Embora na realidade valha o escrito no contrato e se tem valor legal em juízo é sempre mais saudável uma negociação entre as partes. Primeiro porque ao dono da academia e ao coordenador, que muitas vezes fala por ele, interessa mais um aluno satisfeito mesmo que nesse caso não tenha razão. É preciso lembrar que nesse período a academia não teve despesas extras de hora aula, luz, água e etc. com o aluno e recebeu o dinheiro dele. Ao aluno deve ser provado que não tem razão, mas mesmo assim, em consideração pode-se negociar por exemplo um mês e meio para cada um ou qualquer outra forma que leve a um acordo. O que não interessa de jeito nenhum é “bater de frente” com o cliente só porque ele não tem razão. Uma solução pacífica fará do cliente mais um aliado falando bem da academia e do coordenador. É bom lembrar que um cliente satisfeito fala para poucas pessoas e insatisfeito para todo mundo e de alguma forma acaba detonando a imagem da academia e do coordenador. Ser dono de academia é preciso ter habilidade para atrair cliente e negociar casos mais difíceis como esse. Além disso, a posição de um proprietário de academia é muito melindrosa porque todas as suas ações poderão resultar em satisfação ou insatisfação dos seus empregados e consequentemente sucesso ou fracasso nos negócios.

O proprietário antes de mais nada precisa estabelecer um ambiente cooperativo, alegre, delegar poderes, confiar na equipe e gerar confiança. Para isso, é preciso que dê o exemplo. O trabalho em equipe gera renda melhor para todos. Muito mais do que métodos e mais métodos sofisticados de Qualidade Total, Reengenharia e tantos outros planos mirabolantes, que no papel é uma maravilha, mas na prática deixa muito a desejar, principalmente nessa área em se tratando da capacidade de lidar com gente. No caso, com os subordinados e com os clientes.

Academia, embora seja um ambiente alegre onde a maioria das pessoas está de bem com a vida é um local de trabalho como outro qualquer e deve seguir normas de conduta a começar pelo proprietário que deve ter algumas qualidades:

Chefe bom comemora os resultados positivos. Incentiva o conhecimento. Valoriza com outras formas de recompensa do tipo folga, ajuda de custo em curso etc. Pagar bem não garante a fidelidade do professor. Chefe responsável faz com que seus subordinados sintam orgulho de “vestir a sua camisa”. Ouve os empregados, anota sugestões, não grita com eles, quando tem de chamar a atenção o faz discretamente e promove reuniões produtivas.

Uma das grandes qualidades é respeitar a privacidade dos comandados e cumprir com suas obrigações de não atrasar salários. Para isso é preciso gerenciar bem as contas. Por mais simpatia que empregados tenham as contas deles chegam e o atraso no pagamento pode gerar insatisfação.

O proprietário é um ser humano como outro qualquer, mas pela posição que ocupa tem que controlar seu mau humor porque os empregados podem pensar que o problema é com eles e não é. Não significa ter que ficar sorrindo o tempo todo para todo mundo ou ser extrovertido em excesso com brincadeiras desagradáveis.

Se a academia vai bem todos ganham. É bom estabelecer metas ambiciosas, claras e viáveis. Os empregados precisam entender que todos são responsáveis pela conquista de novos clientes e principalmente pela permanência deles na academia. Cabe ao proprietário reconhecer o esforço elogiando a equipe. Não custa nada e não dói. “Ares” de poderoso chefão não levam a lugar nenhum. Autoridade é conquistada, não é imposta e quem a tem não precisa mostrar. Precisa ser flexível com as pessoas mantendo a hierarquia. Nem tão sério, nem tão bonzinho. Precisa ter uma linha de conduta, escolher e investir nos empregados desde os professores até o faxineiro. Precisa ter habilidade para retirar a batata podre do saco antes que ela apodreça as outras. Sem essas qualidades será apenas mais um.

Para Refletir: Não mude de emprego ou de seção só porque tem um chefe chato, eles não duram para sempre e você tem uma carreira pela frente. O bonde passa o poste fica. Moraes 2009.

Sobre a Ética: Quem comete muitos erros e chega ao fundo do poço, se olhar para cima ainda pode ver as estrelas no céu. Há sempre uma esperança. Moraes 2009.

Cartas para: lcmoraes@compuland.com.br

Luiz Carlos de Moraes CREF1 RJ 003529
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