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Prof. Luiz Carlos de Moraes

  • Profissional de Educação Física habilitado pelo CREF1 (Conselho Regional de Educação Física da 1ª Região RJ / ES) de acordo com a lei 9696 de 1 de setembro de 1998.

  • Atleta fundista há 28 anos.

  • Treinador de atletismo há 16 anos.

  • Em Petrópolis orienta maratonistas, dirige a equipe L.C.M.

  • Exerce a função de Personal Trainer.

  • Em academia ministra aulas de step, ginástica localizada, alongamento e relaxamento.

  • Sócio Proprietário da Academia Qui Si Sana.

  • É colunista de Fisiologia do Exercício do jornal Tribuna de Petrópolis alimentada semanalmente.

  • É colaborador e consultor de fisiologia de vários sites na internet.

  • Na Petrobras coordenou um programa antiestresse, ministrando aulas de step, alongamento, relaxamento e orientou muitos atletas.

  • Em eventos de Saúde e Qualidade de Vida ministra palestras sobre atividade física e controle do estresse.

  • É o editor do site http://www.noticiasdocorpo.com.br/

  • Registro CREF/1 RJ 003529

PROFESSOR GENERALISTA GANHA MENOS

Um dia desses lendo uma coluna de sexologia, uma mulher reclamava do marido acomodado que passava horas assistindo futebol na telinha da TV. Entretanto, no início do casamento o tal marido era o que muitas mulheres sonham. Trabalhador, caseiro e sem vícios. Trabalho casa, casa trabalho, brincava com as crianças e ajudava na cozinha.

A tal mulher não sabia o que tinha acontecido com a sua libido. Se tinha mesmo desaparecido ou se ela tinha se acostumado com aquela “mesmice”. Segundo ela, a chama ficou acesa por um bom tempo. Depois, apagou.

Pois bem. Você leitor deve estar se perguntando: E o que isso tem a ver com a Educação Física? Algo parecido. A vida é uma constante transformação e a necessidade de mudança é inerente ao ser humano. Para a tal mulher, aquele homem trabalhador, caseiro, e que brincava com os filhos era o sonho dourado. Mas ficou só nisso anos a fio a tal ponto que nos fins de semana era só futebol na telinha.

A Educação Física também sente a necessidade constante de mudança porque o cliente pede e a ciência evolui.

A força física foi, por assim dizer, a primeira valência física que os povos da Antigüidade sentiram necessidade de desenvolver por causa das guerras. Depois os próprios gregos defendiam um conjunto harmonioso de qualidades do corpo e da mente numa constante renovação.

Como a vaidade é também coisa de gente, muitos acabam “malhando” para se enquadrar no padrão de beleza física de cada época. Para os homens houve uma variação desde os “fortões” com braços, peitoral e pernas avantajados até os dias de hoje do magro modelado com os músculos definidos, mas sem exageros.

Por outro lado, a moda corporal feminina acompanha os instintos sexuais do macho. Assim, houve a época das gordinhas de quadris largos e hoje parece ser a vez das magras de bum bum redondinho.

Para atender as exigências de época a Educação Física evolui e quem não acompanha fica para trás. Nos anos 70 a ginástica aeróbica de alto impacto e a corrida cuidavam da magreza padrão. Aí vieram as contusões. O cliente de academia passou a exigir uma ginástica que modelasse o corpo, queimasse as gordurinhas, fosse alegre, gostosa e promovesse a saúde sem machucar. A ginástica localizada “pintou” na área lotando as salas de aula e continua até hoje e tudo que se inventa é a partir dela.

Vai indo, por melhor que seja a aula e os professores, como o tal maridão, acaba virando “mesmice”.

Sem fugir dos objetivos propostos a cada simpósio de Educação Física aparece uma novidade, muitas até fruto de pesquisas e criatividade de professores. Vale até dar umas pancadas no saco imitando o boxe. Ótimo para quem teve um dia chato com o patrão, o marido, a mulher, ou a sogra “pegando no pé”.

Além de melhorar a resistência cardiovascular, trabalha-se a força física nos braços, desenvolve a coordenação motora e a gente descarrega a raiva dando socos. Ativa também a imaginação porque pode-se pensar estar dando um “monte” de sopapos no chato que você conhece.

Só precisamos estar atentos aos programas prontos patenteado por empresa qualquer misturando métodos de ginástica, dança e musculação, cuja essência se baseia nos conhecimentos que todo profissional de Educação Física tem obrigação de dominar. Em minha opinião é nada mais que uma tentativa de monopolizar a Educação Física. Geralmente esses programas vêm acompanhados de um Marketing pesado típico americano que ilude o consumidor. Todos devem estar atentos a isso. O cliente e o professor. O primeiro por ser quem vai usar o programa e não sendo adequado ao seu perfil será mais um desistente em pouco tempo. O professor porque é quem tira o seu sustento justamente das academias, hoje a maior fonte de emprego, pois a cada dia é aberta mais uma em todas as cidades. Como em todas as profissões, existe uma reclamação de baixos salários, mas o que diferencia o bom profissional é atualização, especialização e constante busca pela informação. Sem isso, o professor torna-se presa fácil dos exploradores de mão de obra barata sendo periodicamente substituído por outro sem especialização que aceite ministrar qualquer tipo de aula e o que “pintar” pela frente ganhando menos. Ou seja, conhece de tudo um pouco, e não é especialista nem experiente em nada. O tal maridão era o melhor e agora pode ser substituído. Pense nisso!

Para Refletir: "A felicidade e a saúde são incompatíveis com a ociosidade." Aristóteles.

Sobre a Ética: A coragem e ousadia são as primeiras das qualidades humanas porque despertam todas as outras. A mentira é o primeiro defeito a desencadear todos os outros. Moraes 2008.

 

Cartas para: lcmoraes@compuland.com.br

Luiz Carlos de Moraes CREF1 RJ 003529

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