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Na semana passada começamos a ver o que o corredor pode fazer no
dia de descanso com propósito melhor recuperar as energias para o
próximo treino. Hoje vamos ver como funciona a reflexologia, o
tai-chi-chuan, a ginástica Lian Gong e a meditação.
A
Reflexologia

Todos nós, em algum momento na vida já
percebemos que tocar da sola dos pés e na palma da mão dá uma
sensação muito gostosa e, tem fundamento numa técnica da Medicina
Natural conhecida como reflexologia introduzida no ocidente pelo Dr.
William Fitzgerald. Nos seus estudos, notou que a pressão em pontos
específicos nos pés estimula o corpo a curar a si mesmo, pois eles
estão ligados a diferentes regiões do corpo. A técnica visa
restaurar e manter o equilíbrio de energia em cada região ou órgão
correspondente do ponto tocado principalmente na sola dos pés.
A gente
sabe que a corrida, por mais cuidados técnicos que tenhamos, sempre
acaba sacrificando bastante as pernas simplesmente por ser uma
atividade esportiva de impacto considerável. A reflexologia é mais
um recurso natural acessível ao corredor que pode ajudar e muito na
recuperação de treino forte ou mesmo competição. É bom que se diga.
Sozinha não faz milagre e faz parte de um conjunto de medidas já
conhecidas tais como uso correto do tênis, alongamentos, hidratação,
descanso adequado e etc. Não significa “correr adoidado” e depois
esperar que a reflexologia resolva.
O tai-chi-chuan
Quando a gente vê nas praças aquelas
pessoas fazendo um movimento lento e suave lembrando uma luta em
câmera lenta não imaginamos o poder de concentração que esse estilo
de arte marcial, também reconhecido como
uma forma de meditação em movimento, pode desenvolver nas pessoas.
Entre os princípios filosóficos estão a relação de Yin e Yang e os
cinco elementos já citados. É a arte de vencer o movimento através
da quietude, a dureza através da suavidade e o rápido através do
lento.
Isso tem a ver com a corrida que depende não
apenas de treinar e treinar mesmo que seja com os melhores
treinadores. Se não tivermos o poder de concentração muito bem
desenvolvido até os mais simples treinamentos poderão se tornar um
grande sacrifício. Os movimentos lentos e suaves do
tai-chi-chuan exige
muita disciplina, qualidade fundamental não só para a corrida como
para qualquer coisa na vida. Quantas vezes gastamos energia em
excesso numa corrida querendo imprimir um ritmo muito forte
resultando numa lesão quando uma leve redução do ritmo poderia nos
fazer chegar a uma boa posição evitando a lesão? Daí a aplicação do
vencer a dureza através da suavidade. O tai-chi-chuan apesar da
origem chinesa hoje á praticada no mundo todo.
A ginástica Lian
Gong
Nos dias de hoje procura-se muito mais as atividades alternativas na
tentativa de mais se aproximar do verdadeiro conceito de saúde.
Entre as alternativas surgiu o Lian Gong que se pronuncia Lian Kung.
É uma ginástica muito fácil cuja filosofia é unir a Medicina
Terapêutica Chinesa e a cultura física promovendo o fortalecimento
dos músculos, ossos e tendões de modo harmonioso.
Os
resultados dessa ginástica criada em 1974 pelo médico ortopedista
chinês Zhuang Yuen Ming tem se mostrado surpreendente por ser
composta de 18 terapias em duas séries de exercícios destinados na
primeira parte 6 exercícios para o pescoço, 6 para as costas, 6 para
glúteos e pernas. Na segunda parte são 6 exercícios para as
articulações, 6 para os tendões e 6 para os órgãos internos.
Posteriormente Zhuang acrescentou uma terceira série destinada à
prevenção e tratamento da bronquite crônica e da debilidade
funcional cardíaca e pulmonar. A principal característica da
ginástica é a execução lenta nos moldes do Tai Chi Chuan. O foco dos
exercícios é a concentração, postura, execução correta e respiração
procurando perceber toda a energia vital chamada pelos chineses de
“CHI” que passa pelo corpo.
Os braços, as pernas e a coluna vertebral devem ser
alongados ao máximo no limite de cada um assim como os movimentos de
inspiração e expiração devem ser aproveitados ao máximo.
A Meditação
É nada mais nada
menos que o treino formal para focar a atenção em algo que muito
desejamos através de uma rotina específica. É uma prática tão antiga
quanto a humanidade e apesar de normalmente ser associada à religião
podemos usá-la para focar, por exemplo, nossa atenção numa corrida
que muito desejamos completar com o melhor tempo possível com
recorde pessoal.
Imagine-se no dia da prova acordando na hora prevista,
tomando o café da manhã, indo para a competição, largando tranqüilo
na velocidade que treinou e muito confiante do que pode realizar não
permitindo de forma nenhuma que nenhum pensamento contrário seja
capaz de atrapalhar seus planos. Sentir-se confiante é um estado
mental treinável.
Convenhamos. Todas são atividades complementares que se
encaixam perfeitamente nos dias de descanso de qualquer corredor.
Afinal, não corremos apenas com as pernas e sim com o corpo todo e
precisamos estar de bem com vida e nosso interior para praticarmos
bem o nosso esporte. Nos dias de descanso vale não só a meditação ou
quem é bastante religioso, seja lá qual for a religião, fazer as
suas orações que acalmam a alma renovando as energias para o treino
do dia seguinte. Quem é mais técnico recorre à psicologia esportiva.
Não importa. Interessa é o bom resultado.
Para Refletir:
As agruras da vida são avisos e servem para colocar ordem na casa, mas
não são todas as pessoas que percebem isso. (Moraes 2010)
Sobre a Ética:
Quem pensa, duvida, critica, ouve, elogia, escreve, fala, questiona,
participa e aprende mais rápido. (Moraes 2010).
Cartas para:
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Luiz Carlos
de Moraes CREF1 RJ 003529
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