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UM FORTE
ALIADO CONTRA A DEPRESSÃO
Qualquer pessoa
querendo sair de uma situação de saúde abalada e difícil, entre as
várias recomendações que vai ouvir, uma será a atividade física.
Pelo menos a maioria absoluta das doenças pode ser revertida com
exercícios físicos e disso quase todo mundo sabe da mesma forma que
sabe que o fumo faz mal à saúde. Entre as doenças do mundo moderno a
depressão é uma que os exercícios físicos podem fazer diferença no
tratamento principalmente se tratada por uma equipe
multidisciplinar. A doença geralmente é grupada em fatores
psicológicos, genéticos e biológicos e em todos, os exercícios podem
agir.
Separação, morte
de cônjuge ou familiar próximo, aposentadoria, sensação de
inutilidade, perda de status, diminuição da vitalidade entre outras,
são considerados os mais fortes fatores psicológicos. De certa forma
as mulheres são menos vulneráveis que os homens por se envolverem
nas atividades domésticas se sentindo úteis e elogiadas com os dotes
culinários. Os doces e salgados da vovó! Ótimo jantar! Almoço de
domingo! Humm!!!
Entre os fatores
genéticos é certo que algumas pessoas podem apresentar tendência.
Determinadas situações cotidianas para uns não representam nada
enquanto para outros pode ser o fim do mundo.
Entre os fatores
biológicos além da queda natural de hormônios podemos citar as
drogas e o alcoolismo.
Não é nenhuma
novidade que as drogas ilícitas como a maconha, a cocaína e o crack
escravizam uma parcela da população, mas o grande problema são as
legalizadas como o álcool, o tabaco, os ansiolíticos, as anfetaminas
e/ou os moderadores do apetite recrutando um percentual bem maior de
pessoas de ambos os sexos. A dependência dessas drogas pode levar à
depressão em diversos níveis.
Claro, uma vez
instalada a depressão por conta de uma dependência química ou do
álcool o sujeito só tem chance de cura se procurar ajuda e o
exercício físico tem sido recomendado principalmente no sentido de
eliminar as toxinas, melhorar o relacionamento com pessoas, as
condições músculo-esqueléticas, a cardiovascular, resgatar a
auto-estima entre outras vantagens.
Os médicos
reconhecem que essa é uma guerra difícil de vencer onde mais da
metade tem recaída após abstinência por um período, mas qualquer
atitude é sempre mais promissora quando incluída a atividade física.
Uma das pesquisas fidedignas no final dos anos 90 concluiu que
pacientes tratados com medicamentos e exercícios têm mais sucesso na
cura da depressão e menos chances de recaídas quando comparados a
grupos tratados apenas com medicação, grupo esse que apresenta uma
melhora significativa apenas inicial. Em longo prazo a atividade
física principalmente quando feita todos os dias passa a dominar o
sujeito criando um novo vício. Ou seja, há uma troca de um vício
ruim por um salutar. Isso, segundo Cooper de deve a liberação pelo
sistema nervoso central de substâncias chamadas endorfinas que
causam uma sensação de bem estar permanecendo por várias horas
depois de encerrado o exercício. É mais evidente nas atividades de
média e longa duração, superior respectivamente a 30 e 60 minutos.
Essa sensação os corredores conhecem bem por muitos mencionada como
o “barato da corrida”.
Na questão da
queda hormonal com o envelhecimento, em pessoas sadias, o mais
evidente ocorre no sistema nervoso central com os neurotransmissores
responsáveis pelo estado de humor que o exercício estimula.
A queda natural
da força pode ser revertida ou pelo menos retardada com a
musculação, exercício que parece estimular a secreção da
testosterona e hormônio de crescimento. As pesquisas atuais dão
conta que os melhores rendimentos estão associados ao volume semanal
de treinamento, intensidade, descanso adequado entre as seções e
massa muscular envolvida. Alta intensidade de curta duração
envolvendo grandes grupos musculares está associada às melhores
respostas da testosterona imediatamente após o término do exercício.
Entretanto vale lembrar que a dose faz o veneno. O excesso pode
provocar o efeito inverso razão pela qual o ideal é que o programa
deva ser prescrito por um profissional habilitado constando de
exercícios aeróbios intercalados com a musculação. Conclui-se que
exercício sozinho não é a solução de todos os problemas, mas é um
forte aliado contra a depressão.
Para
refletir:
Para cortar
muitas árvores é preciso técnica, vontade, estar treinado, o machado
afiado e replantar. Muita gente tem tudo isso, mas esquece de afiar
o machado. Cada profissão tem um segredo novo a cada dia e quem não
se atualiza pode até perder o machado que um dia foi o melhor.
Moraes 2008
Cartas para:
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Luiz Carlos de
Moraes CREF1 RJ 003529 |