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Prof. Luiz Carlos de Moraes

  • Profissional de Educação Física habilitado pelo CREF1 (Conselho Regional de Educação Física da 1ª Região RJ / ES) de acordo com a lei 9696 de 1 de setembro de 1998.

  • Atleta fundista há 28 anos.

  • Treinador de atletismo há 16 anos.

  • Em Petrópolis orienta maratonistas, dirige a equipe L.C.M.

  • Exerce a função de Personal Trainer.

  • Em academia ministra aulas de step, ginástica localizada, alongamento e relaxamento.

  • Sócio Proprietário da Academia Qui Si Sana.

  • É colunista de Fisiologia do Exercício do jornal Tribuna de Petrópolis alimentada semanalmente.

  • É colaborador e consultor de fisiologia de vários sites na internet.

  • Na Petrobras coordenou um programa antiestresse, ministrando aulas de step, alongamento, relaxamento e orientou muitos atletas.

  • Em eventos de Saúde e Qualidade de Vida ministra palestras sobre atividade física e controle do estresse.

  • É o editor do site http://www.noticiasdocorpo.com.br/

  • Registro CREF/1 RJ 003529

SE QUISERMOS MEDALHAS TEMOS QUE MUDAR A FILOSOFIA DA ESCOLA PÚBLICA

E agora Jose? O Rio de janeiro vai sediar os jogos Olímpicos de 2016. A contagem regressiva para as medalhas já começou. Mas quem são esses medalhistas? Teoricamente os adolescentes hoje com idades entre 12 e 14 anos que já deveriam estar selecionados num programa de treinamento de médio e longo prazo garimpado principalmente nas escolas de ensino básico e fundamental. E agora José? Mais da metade das escolas públicas no estado nem quadra de esportes tem e são dados oficiais do Censo Escolar 2008 do Ministério da Educação. As que têm são precárias e falta material esportivo. Fico imaginando o que fazem os professores de Educação dessas escolas. Talvez se as Olimpíadas tivesse uma categoria do improviso certamente esses professores seriam endeusados. Isso mesmo! Só com uma dose muito alta de boa vontade dá pra trabalhar em Educação Física na escola pública.

Embora não seja esse o objetivo da Educação Física escolar, é a oportunidade da criança ter contato com os esportes e se descobrir talentos esportivos. Na situação atual milhares de crianças nunca saberão dos seus valores. Muitas delas até esboçam a prática de algum esporte, mas acabam desistindo por diversas razões tais como mudança de interesse associado à falta de condições financeiras porque precisam trabalhar seguindo outro caminho, pouco incentivo dos pais porque também não foram educados para isso, problemas de relacionamento com o técnico e/ou colegas, despreparo para enfrentar situações de derrota entre outras.

Os raros talentos esportivos que temos foram descobertos ao acaso, com muita sorte, abnegação dos pais, patrocínio privado e não fruto de um programa global e sistemático como fazem nos países desenvolvidos.

A gente sabe que não basta ter talento onde o fator genético é fundamental. É preciso já na infância ao ser descoberta e selecionada a criança seja incentivada a freqüentar um programa de desenvolvimento das valências físicas dentro de uma progressão pedagógica.

A diversão é o modo mais fácil de motivar uma criança a praticar uma atividade esportiva seguida da necessidade natural de estabelecer um vínculo social. É preciso lembrar que o ser humano é competitivo pela própria natureza. Mal começa a andar já quer correr mais do que a outra criança. Mal aprendem a dominar o velocípede já querem pedalar mais rápido do que o coleguinha e assim vai.

O esporte de base começa nas escolas e nas comunidades e se queremos descobrir talentos é preciso fazer muito. Os especialistas apontam que de cada 2000 crianças apenas 2% podem apresentar condições natas para serem encaminhadas para um treinamento esportivo de rendimento a longo prazo e talvez nem a metade chegue a uma medalha Olímpica. No Brasil esporte e educação não andam juntos e qualquer cidadão de bom senso sabe que um depende do outro. A Educação Física escolar tem importância na formação de um ser humano mais completo e não apenas representa prática esportiva pura e simples ou descoberta de talentos. Faz algum tempo que o esporte na escola deixou de ser importante. No ano passado o ex-secretário de esporte Lars Grael afirmou numa entrevista a um jornal que basta uma comparação dos índices atuais dos jogos escolares com os dos anos 80 para ver que são todos piores. As escolas deixaram de lado a prática esportiva e os professores de Educação Física, coitados! Dão “murro em ponta de faca”. Claro, a culpa não é deles. É do poder público.

E as escolas públicas da cidade de Petrópolis no estado do Rio de Janeiro? Será que são muito diferentes do resto do estado? E o esporte nas comunidades? Existem? O pouco que tem se deve a incansáveis abnegados que nada recebem por isso. Eu sei por que moro na cidade. Até o esporte de base que é o atletismo anda mal das pernas. Lembro-me que até 2003 além do Ranking Petropolitano de Corrida de Rua com mais de 10 competições durante o ano ainda tinha um calendário de provas infantil muito disputado que selecionava crianças para a tradicional São Silvestrinha em São Paulo.

Na semana passada os leitores da cidade acompanharam no jornal Tribuna de Petrópolis que o prefeito tem uma séria inclinação de acabar com a Secretaria de Esportes. Ora, se acharem que o atual secretário não é bom, Petrópolis tem profissionais competentes para assumir o cargo e fazer muito pelo ideal Olímpico. Acabar com a secretaria não seria andar na contramão do momento Olímpico que vivemos? É de Ulisses Guimarães a frase: “A vocação do político de carreira é fazer de cada solução um problema.”

Para Refletir: "Os homens hão de aprender que a política não é a moral e que se ocupa apenas do que é oportuno." (Henry David Thoreau)

Sobre a Ética: O único livro que registra a verdade absoluta de cada um é a consciência. Quando não queremos saber a verdade, por conveniência não o consultamos. Moraes 2009.

 

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