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Se o
carboidrato (CHO) tiver um percentual maior na refeição, será o
primeiro a ser oxigenado (metabolizado), e a oxigenação da
gordura terá um decréscimo (devido ao efeito da insulina), assim
a gordura se armazena no tecido adiposo.
Em
contrapartida, Segundo Flatt, J.P. 1993, Sidossis, et al., 1996
e Wolfe, R.R., 1998 Que estudaram a relação entre o
metabolismo da glicose e lipídeo nos humanos. Se a refeição
for mais rica em gordura (>25g), a oxidação do CHO é menor
devido à diminuição da liberação de insulina, resultando em um
aumento da oxidação de gordura e uma maior velocidade da gordura
acidificar entre as refeições. Além disso, eles notam que após
uma refeição rica em gordura, a ação da lipoproteína na lípase (quilomicrom-triacilglicerol),
está ligada com a liberação da acidez de gordura no sangue e no
aumento de gordura no metabolismo.
O treinamento
aeróbico (T.A.) pode levar a uma importante ajuda no regulamento
da oxidação do CHO e do lipídeo. Segundo Flatt, J.P., 1995 Uso e
armazenamento de CHO e Lipídeo. O T.A. está mostrando promover a
oxidação da gordura durante e após o exercício submax.
Portanto, pessoas treinadas poderão ter uma metabolização de
gordura maior do que pessoas destreinadas.
Tremblay, A.
et al, 1983 Diminuição da termogênese em mulheres treinadas.
Encontraram que após consumir uma refeição, as pessoas treinadas
tiveram um menor coeficiente respiratório do que as pessoas
destreinadas. Este menor coeficiente respiratório indica que
pessoas treinadas sofrem em alta proporção oxidação de lipídeos
após as refeições. Concluindo que o treino resulta na pouca
utilização de CHO após o exercício. Portanto, o treino pode
modificar a utilização de substratos em ambos estados: no
repouso e durante o exercício.
O T.A. pode
ter um efeito no metabolismo de repouso e na termogênese
induzida pela dieta. Poehlman, E.T, et al, 1989 em uma revisão:
Sugeriram uma relação direta entre a potência aeróbica (VO2max)
e o metabolismo de repouso no homem. Sugerindo que o treino
aumenta o metabolismo de repouso. Em um outro estudo em 1990
eles reportaram um maior metabolismo de repouso nas pessoas
treinadas do que nas destreinadas.
Davis J.R. et
al, 1983 Em consideração a indução da termogênese pela dieta.
Encontraram uma positiva correlação com nível de
significância de (p<0,05) na termogênese da dieta com a
capacidade aeróbica (VO2max), mostrando a importância do treino
no aumento do gasto de energia pós-prandial. A investigação
de Poehlman, E.T et al, 1989 concorda, mas mostra uma relação
curvilínea entre a termogênese da dieta e o VO2max. Portanto, o
exercício aeróbico pode projetar um aumento no metabolismo de
repouso e/ou na termogênese induzida pela dieta.
Em um recente
estudo de Victoria L. Bowden e Robert G. Mc Murray que foi
publicado no International Journal of Sport Nutrition and
Exercise Metabolism, 2000, 10, 16-27 confirma estas informações.
Com objetivo de avaliar a possível influência do (T.A.) no
metabolismo de repouso e na utilização do substrato após
refeição em mulheres treinadas e destreinadas.
Eles
analisaram por calorimetria indireta (espirômetro) 6 mulheres
treinadas (VO2max ³50 ml/kg/min) e 6 mulheres destreinadas
(VO2max £40 ml/kg/min) com idade entre 21-45 anos, não fumantes,
após uma dieta rica em CHO e outra rica em lipídeo.
Eles
concluíram:
-
As mulheres
treinadas tiveram um aumento significativo no gasto metabólico
após a refeição rica em CHO enquanto as mulheres destreinadas
tiveram um atraso.
-
A dieta
rica em CHO causou um aumento na oxidação de lipídeo nas
mulheres treinadas. Este aumento foi evidenciado aos 90 min
após comerem. O que não acontece com as mulheres destreinadas.
-
A dieta
rica em Lipídeo causou uma menor oxidação de lipídeo nas
mulheres treinadas. Entre 2 e 5 h após comerem. Enquanto nas
mulheres destreinadas apenas após 1 h após comerem
apresentaram um pico de oxidação de lipídeo.
-
O gasto
respiratório das treinadas foi maior do que as destreinadas
durante as duas refeições.
Portanto,
embora este grupo seja pequeno, podemos observar a importância
do treinamento na utilização de substratos pelo organismo. E
estes estudos mostram que apesar da dieta ser rica em CHO, o
indivíduo utiliza durante e após exercício aeróbio o lipídeo
como substrato, e se este indivíduo tiver um bom condicionamento
físico ele utilizará em maior quantidade como substrato o
lipídeo. E isto contribui para controle de peso e manutenção da
saúde.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
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and MC MURRAY, R.G. Effects of Training Status on the Metabolic
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