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Quando o Rio de
Janeiro organizou os jogos pan-americanos em 2007, antes da
realização não faltaram os críticos e bem pessimistas dizendo que o
Brasil não era capaz de organizar eventos dessa natureza. Já na
abertura não ficou devendo nada aos países do primeiro mundo. Houve
falhas? Claro que houve muitas e servirão para ser corrigidas nas
Olimpíadas de 2016. Novamente os pessimistas virão com os mesmos
discursos que o dinheiro a ser gasto daria para fazer “x” hospitais,
“x” escolas, “x” cadeias e que temos problemas mais importantes para
resolver. Realmente temos, mas não se resolvem sem vontade política
ou com algum outro grande interesse que leve a resolver essas
questões de evolução social e esses interesses são os grandes
eventos esportivos que estão por vir em 2014 com a Copa do Mundo e
Olimpíadas 2016.
Ninguém pode negar
que esses dois eventos são votos de confiança dos países do chamado
primeiro mundo estão dando ao Brasil que na América do Sul é o que
apresenta melhores condições para isso. É o que passou pela crise
sem grandes arranhões e na política internacional sem dúvida nenhuma
progrediu mesmo com as críticas dos pessimistas com os velhos
discursos de que o nosso presidente da República vive viajando pra
lá e pra cá e sem falar inglês. E precisa? Ninguém pode negar que o
discurso emocionado do Presidente Lula falando sem as formalidades
de palavras prontas de um sentimento que o povo brasileiro tinha
naquele momento foram decisivas para convencer alguns membros do COI
ainda indecisos ou quem sabe até mudado a opinião de outros. O seu
carisma foi destaque na imprensa internacional inclusive nas páginas
do New York Times um dos gigantes da comunicação mundial. Até o
presidente dos Estados Unidos Barack Obama e sua dama com seus
discursos tecnicamente perfeitos tiveram que se render. Foi o
próprio Obama que um dia disse: Esse é o “cara”.
Espera-se
que a Olimpíada de 2016 receba um recorde de delegações porque o
mundo geopolítico, depois de Seul, 1988 passou por grandes
transformações. Evolui e muito. O apartheid foi banido da África do
Sul, sem o qual não seria escolhida sede da Copa do Mundo de 2010 e
nem retornaria aos jogos Olímpicos em Barcelona, 1992. A Alemanha se
reunificou depois da queda do muro de Berlim em 1989. Por causa da
ocupação soviética a Estônia, Letônia e Lituânia ficaram ausentes
dos jogos por mais de meio século e a partir de Barcelona acabaram
os boicotes idiotas que não chegaram a lugar nenhum simplesmente
porque esporte e política não se misturam. Só dá certo se houver
união porque o esporte precisa dos políticos que não façam
“politicagem” e os políticos precisam dos grandes eventos esportivos
que possam defender, valorizar e falar em nome de uma nação. O
autoritarismo não se coaduna com o esporte “varrendo lixo para
debaixo do tapete” e só a democracia é capaz de unir os esforços de
um povo em torno de um ideal.
Com esses dois
grandes eventos esportivos, a Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de
2016, espera-se uma grande evolução na área social e que deixem um
legado para o povo carioca na área de turismo, transporte e
segurança pública. Diferentemente do PAN 2007 o Brasil a partir de
agora tem um cronograma a cumprir fiscalizado e cobrado
respectivamente pela FIFA e COI. Nos próximos anos serão muitas
oportunidades de empregos e novos negócios em todas as áreas que se
repercutirão no país inteiro. Cabe a cada um interessado pegar o seu
quinhão. Claro, muita gente que nada tem a ver com o esporte também
vai querer tirar a sua “casquinha” como já estamos vendo na TV.
Esperava-se que a
partir do PAN houvessem projetos de inclusão social. Nada mudou e se
não fosse os interesses políticos terem mudado para o rumo Olímpico
até as instalações esportivas teriam sido modificadas para palcos de
shows que nada têm a ver com o esporte. Nada mudou também nos
investimentos esportivos dos já medalhistas Olímpicos ou não. Diego
Hipólito, não tem muito tempo estava quase pedindo esmola para
competir e César Cielo a gente sabe que não treina com verbas do
governo.
O exemplo que
devemos seguir é o de Barcelona que entre outubro de 1986, quando
ganhou o direito de sediar as Olimpíadas até o verão de 1992, saiu
de uma recessão econômica para a prosperidade recrutando esforços de
todos os cidadãos no verdadeiro espírito Olímpico.
Para Refletir:
Procure não ofender as pessoas. Mesmo que elas um dia lhe perdoem as
marcas sempre ficam como o prego na parede. Não adianta tirar o
prego. Moraes 2009.
Sobre a Ética:
Cometemos erros na euforia e na fúria. Na euforia saímos a prometer
mundos e fundos para as pessoas. Na fúria falamos o que não devia.
Moraes 2009.
Cartas para:
lcmoraes@compuland.com.br
Luiz Carlos de
Moraes CREF1 RJ 003529
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